segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A FUTILIDADE DAS PALAVRAS

Hoje em dia e fácil ouvirmos o que queremos e não queremos, pois as pessoas estão muito estressadas na sua vida diária e ai nem pensam muito no que estão falando. Falam mal, falam bem, falam o que pensam, as vezes sem pensar no que falam.
É ai está o grande perigo! pois no que falamos sem pensar e de forma inadequada, podemos dar lugar as futilidades, que são palavras, conversar frívolas, levianas, que não tem significância nenhuma, fútil. Algo puramente que não acrescenta nem diminui, não traz nenhuma edificação, nenhum proveito, nada construtivo. Chamado “fala da boca pra fora”, o que as vezes pode causar muitas complicações, descontentamento, inimizades, etc.
Quero chama a nossa atenção principalmente dentro das nossa igrejas. A uma “onda” violenta de palavreados totalmente vão, que complica mais do que explica. Um uso desnecessário de jargões, afim de “estimular, levanta o ânimo da galera” dando uma auto ajuda psiocoespiritual. Até, que em certos momentos tem o seu efeito, mas a demasia da mesma se torna vã.
Os ditos atos proféticos, onde cada um que assume a tribuna se intitula e incorpora a personagem profética para “determinar” (Seg. D. Aur. Dar resolução, decisão: ordenar, estabelecer, decretar) uma ordem supostamente divina aos que estão presentes.
“Pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas, que são vergonhosas, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; mas, pela manifestação da verdade, nós nos recomendamos à consciência de todos os homens diante de Deus”. 2 Co 4.2
Líderes se auto afirmando em demasia nos púlpitos. Uma publicação sem nenhum sentido de serem vistos e nunca esquecidos do que são: eu como pastor...como profeta...com sacerdote...Isto me dá a entender que está faltando confiança e credibilidade nos seus chamados ministeriais.
É preocupante como as pessoas são envolvidas nesta “nova onda” e são feitas as suas mentes a ser levadas de forma totalmente contraria a palavra de Deus.
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem”. Ef 4.29
A modernidade se foi e a pós-modernidade chegou, e com isto novas formas de se contextualizar, de se sociabilizar no mundo em que estamos chegou. Algumas coisa boas, novas, inteligentes, praticas, benéficas estão sendo colocados em práticas, mas muitas coisas fútil vieram com ela.
A bíblia nos diz: “Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” Mt 5.13-16
A forma pelo qual nos testemunhamos através da nossa comunicação verbal e fundamental para edificação dos que nos ouvem. Precisamos sair deste estado de indivíduo fútil, ou seja, aquele que dá importância ao que é superficial e efêmero. Para seremos de fato instrumento e vaso de valor.
“Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. 2 Tm 2.15
A futilidade humana está estampada quando o ser humano tem um comportamento banal perante uma situação séria, preocupando-se com trivialidades ou algo que não o diz respeito.
Então usemos as nossa bocas para a santidade de Deus em Cristo, como porta voz do Evangelho. Nunca amaldiçoe sempre abençoe, nunca difame sempre elogie, nunca levante falsa acusação sempre fique fora disto, nunca seja hipócrita sempre seja verdadeiro, nunca seja levado por ventos de doutrinas, que já não são mais estranhas sempre mantenha a sua posição em Cristo, nunca seja mais um da panelinha de fofocas e mexericos, mas sempre se junte com pessoas de boa índole, se não houver ninguém fique só com Jesus.  
 
Jesus tenha misericórdia de todos nos
E nos abençoe em Cristo.

Pr. Capelão
Edmundo Mendes Silva


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

ESTRATÉGIA MISSIONÁRIA

      
  1. Estratégia E Método De Jesus.
Jesus ao chamar alguns poucos homens, revelou, de imediato, a direção que a sua estratégia evangelística assumiria, portanto a sua preocupação não era com os programas para atingir as multidões, e, sim, com os homens a quem as multidões seguiriam.
Jesus começou a reunir esses homens antes que houvesse feito qualquer campanha evangelística ou qualquer sermão em público. Os Homens seriam o seu método de conquistar o mundo para Deus.
O objetivo inicial do plano de Jesus foi alistar homens que pudessem dar testemunho acerca de Sua vida, dando prosseguimento ao trabalho do Senhor Deus, depois que Ele retornasse ao Pai.
Tendo chamado os seus discípulos, Ele estabeleceu a prática de estar com eles (dando o sentido de filiação). Essa era a essência de seu programa de treinamento – deixava que seus discípulos o seguissem (dando o sentido de missão).
Jesus precisava de homens que pudessem conduzir as multidões. As massas eram como ovelhas que vagueavam ao redor sem rumo, sem qualquer pastor (Mc 5.34; Mt 9.36).
Não importava quão pequeno fosse o número inicial, contanto que se reproduzissem e ensinassem os seus discípulos a se reproduzirem em outros.

  1. Estratégia Na Evangelização Mundial.
As estratégias são necessárias, porque as situações que encontramos no desenvolvimento de qualquer obra ou ação.
Hoje em dia, com a aceleração do fenômeno da urbanização, novas estratégias deverão ser desenvolvidas com finalidades de evangelizar as populações. A aplicação de táticas escolhidas tornarem-se um fator importante para alcançar objetivos definidos.
O que tem prejudicado, efetivamente, a evangelização, em qualquer nível, é a auto-suficiência humana, e superestimar a técnica.
Aparentemente o Evangelho cresceu sem direção; sem a ciência e tecnologia, etc., usavam os meios que tinham disponíveis na época, faltando à igreja no seu estágio inicial experiências anteriores; sob a orientação do Espírito Santo. Com toda a “aparente fragilidade” temos muito que aprender com os formadores da igreja primitiva, com as seguintes estratégias de ação, isto é:
§  Eles trabalhavam do centro para fora;
§  Deixavam-se envolver, mas eram dinâmicos;
§  Exerciam supervisão;
§  Criavam situações para testemunhar.

  1. Necessidade de Estratégia.
a)       Obstáculos De Ordem Política. Refere-se à facilidade, ou não de se pregar o Evangelho em determinado país. A obra missionária deverá ser preparada para se adaptar a novas situações políticas através de ações táticas renovadas.

b)       Obstáculos De Cunho Econômico-Social. A obra missionária de hoje tem de enfrentar os mais sérios e graves problemas econômicos e sociais:
Ü   O Estado de pobreza absoluta em que vive a maioria da população da terra, pelos milhões que morrem de subnutrição, doenças infectas contagiosas;
Ü   O tráfico de drogas;
Ü   A desagregação da família;
Ü   O menor abandonado, desemprego, a escassez de alimento, etc.

c)        Obstáculos De Ordem Cultural. Os missionários no exterior têm de adaptar-se ao ambiente cultural em que vai atuar. Cada étnico representa uma cultura diferente; o complexo dos padrões de comportamento, crenças, instituições e outros valores. Pregar o Evangelho não significa interferir e destruí os fundamentos da cultura do povo evangelizado.

d)       Obstáculos de ordem linguística. A evangelização do mundo implica na transmissão da mensagem em milhares de língua. É reconhecido, no mundo de hoje, a população mundial já é mais de 7 bilhões e deve atingir a marca dos 9 bilhões de habitantes em 2050, , segundo projeções da Organização das Nações Unidas (ONU). A evangelização do mundo implica em milhares de línguas. O status mundial de tradução da Bíblia (2010): + 6,800 ... O número de línguas faladas no mundo hoje. + 2,000 O número de línguas sem nenhum da Bíblia, mas com uma eventual necessidade de uma tradução da Bíblia para começar. Cerca de 340 milhões... O número de pessoas que falam a 2.000 línguas em que projetos de tradução ainda não começaram. Cerca de 75% ... Quantidade de remanescentes no mundo precisa de tradução da Bíblia que estão localizadas na três áreas de maior necessidade. 1211... O número de comunidades linguísticas que têm acesso ao Novo Testamento em sua língua coração. 457... O número de comunidades linguísticas que têm acesso a toda a Bíblia na língua que melhor entender 

e)       Obstáculos De Ordem Religiosa. O islamismo e a proliferação de religiões e seitas fundadas nas filosofias orientais são obstáculos à propagação do evangelho no mundo. À aproximadamente 60% da população não têm acesso ao evangelho. O Islamismo já se constitui mais de 2,1 bilhões de adeptos, numa ousadia, agressividade e impetuosidade, vivendo uma mística missionária que não é facilmente contida. O maior desafio da era final está na JANELA 10/40.  Ela é uma faixa da terra que se estende do Oeste da África, passa pelo Oriente Médio e vai até a Ásia. A partir da linha do equador, subindo forma um retângulo entre os graus 10 e 40. A esse retângulo denomina-se JANELA 10/40. Calcula-se que até hoje menos da metade da população mundial com as suas etnias e línguas tenham sido confrontadas com o evangelho. A outra parte, com sua maioria absoluta na Janela 10/40, representa uma grande multidão de cerca de 3,2 bilhões de pessoas que ainda são objetos dos empreendimentos missionários do povo de Deus. Os países com as maiores populações não cristãs são: CHINA, ÍNDIA, INDONÉSIA, JAPÃO, BANGLADESH, PAQUISTÃO, NIGÉRIA, TURQUIA e IRÃ, todos na Janela 10/40.

A evangelização mundial, no presente e no futuro presente, enfrentará as inovações mais estranhas e desafiadoras, traduzidas no fortalecimento das “igrejas eletrônicas”, na igreja carismática de abrangência universal (ecumenismo), nas “vídeos-igreja”, nas denominações vídeo-computadorizadas, em igrejas que funcionam nos lares à base de programas de televisão variadas e bem-estruturadas.

  1. Estratégia de Evangelização.
a)   Lugares Onde Há Liberdade Para A Pregação Do Evangelho. As dificuldades da propagação esbarram na indiferença religiosa, no secularismo, na competição das religiões ocidentais e orientais, no comodismo do povo. Dentro de uma visão de missões de baixo custo, resume-se o envio de três tipos de missionários que são, a saber:

(1)     Missionários Temporais - Trabalham por um período de tempo limitado, que geralmente é de 2 anos sob a supervisão de um efetivo. Depois de aprovado será autorizado a tornar-se efetivo.
(2)     Missionários Fazedores de Tendas - Esses missionários vão para campo com a obrigação de se auto-sustentarem com o trabalho que executarem fruto da sua própria habilidade profissional.
(3)     Missionários Autóctones - (natural de uma região) são obreiros dos países que evangelizamos, treinados por missionários efetivos, tornando-se experientes e capacitados. Têm a vantagem de:
a)   Conhecer bem o povo;
b)   Saber evitar qualquer choque cultural;
c)   Trabalhar no nível salarial do seu próprio país.
b)   Países fechados ao Evangelho. Existem ainda muitos países que estão fechados para o Evangelho, como o caso da China, porém, aceitam profissionais (fazedores de tendas) que lá se instalam para executar alguma espécie de trabalho. O ensino é uma área em que os chineses aceitam profissionais. É uma das maneiras de instalar alguém num país hostil ao cristianismo para testemunhar do Evangelho de Jesus.
O uso dos obreiros autóctones será outra estratégia a ser utilizada, desde que elas possam sair do país, para serem treinadas em outro país e voltar ao seu país de origem para dedicarem-se à obra missionária.

(1)     Colônias Missionárias. As colônias missionárias seriam estruturadas de apoio, instalações na fronteira de um país fechado ao Evangelho. Na colônia funcionariam e trabalhariam: igrejas, escolas, missionários, professores, impressa, hotéis, e estação de rádio. Através dessa estrutura, poder-se-ia realizar os seguintes trabalhos, isto é:
a)  Ensino e evangelização
b)  Influência, pelas mais diversas formas, do pessoal da fronteira;
c)  Influência sobre os turistas;
d)  Funcionaria como centro de treinamento para pessoa do país fechado;

e)  Distribuição de literaturas aos transeuntes.

A Tarefa Ainda nao Terminou!


  Deus abençoe a Todos em Cristo.

  Pr. Capelão 
  Edmundo Mendes Silva

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

MINISTRANDO EM TEMPO DE CRISE

Mt 25.35,36 “porque tive fome, me destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me”.
A visitação é o ato ou efeito de visitar; de ir ver alguém por cortesia, dever ou afeição; fazer uma vistoria, inspeção, cujo fim de descobrir o que ocorre com o visitado.Visitar alguém é saber como esta passando, se preocupar, manter um relacionamento de amizade e comunhão.Visita é levar alguma coisa, um presente, uma palavra amiga, de coragem de afeto e de amor.

 Para realizarmos este ministério precisaremos seguir alguns passos importantes:

1.     Teremos que ter iniciativa.
Jo 4 7 “Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber”.
Temos que iniciar um contato com a pessoa dependendo como ela esteja e quem seja ela. Temos que buscar rapidamente iniciar uma intimidade próxima para alcançar o nosso objetivo, que é ter acesso às necessidades presentes daquele que estamos visitando, isto é detectar e eliminar as situações que apresentam dificuldades, seja quais for, psicológicas, terapêuticas, matérias e espirituais.
 
2.     Teremos que iniciar uma conversação.
Jo 4.10 “Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria dágua viva”.
Esta “conversa” não que dizer um bate-papo ou conversa leve. Termos que ter uma comunicação significativa, ouvir com paciência, encorajar suavemente a pessoa para abrir o coração, demonstrando um Espírito de amor.

3.     Teremos que participar.
Jo 2.1,2 “E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus. E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas”.
O advogado, o medico, o dentista e o psicólogo não possuem este privilegio. Eles são clientes somente nos momentos de crise, nós participamos de todos os seus momentos e de todas as ocasiões: sua decisão, sua integração, seu casamento, no nascimento dos filhos, nos aniversários, nas formaturas, etc.

4.     Teremos que participar nas horas de crises.
Jo 8.10,11 “E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais”.
No tempo de crise gera ambiente negativo em contraste com o tempo positivo, mas nos tempos de crises temos que vê adiante de problemas relacionados com doenças, mortes, desempregos, separações, divórcios, guerras, processos legais, acidentes e outras situações de grandes angustias.

Nossa missão é tratar das crises da vida: a enfermidade, a morte, o sofrimento causado pela aflição, os distúrbios emocionais, a aflição matrimonial. Os problemas da velhice, etc.
  •       Tratamento do isolamento espiritual: ansiedade, tédio, ociosidade, vida atribulada, desânimo, hostilidade, culpa, etc.
  •     Tratamento de grandes assuntos da fé: aplicados à vida; a providência de Deus, a palavra de Deus dentro do mundo moderno, a significação da oração na prática. Etc.
  •     Tratamento dos problemas pessoais: insegurança, tentação, indignidade, relações humanas, aceitação pelos outros.
  •      Tratamento dos problemas sociais: cidadania cristã, crises raciais e culturais, pobreza, competição e cobiça.

   O nosso trabalho é para sustentar o necessitado, fornece-lhe idéias e informações, encorajando-o nas crises de desânimo. Este trabalho pode e dever ser feito através e uma equipe organizada, preparada e cheia do Espírito de Deus para aconselhamento.
I Sm 25.32,33 “Então, Davi disse a Abigail: Bendito o SENHOR, Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro. E bendito o teu conselho, e bendita tu, que hoje me estorvaste de vir com sangue e de que a minha mão me salvasse”.
Pv 15:22 “Onde não há conselho os projetos saem vãos, mas, com a multidão de conselheiros, se confirmarão”.

É muito bom saber que não teremos todas as respostas, e quando isto acontecer o melhor e ficar em silencio escutando e dando atenção a pessoa que esta falando, talvez ela queira ter alguém que a escute.

O nosso trabalho tem muito haver com a psicologia, teremos que ouvi-lo bastante e depois darmos à palavra certa, na hora certa, na dose certa.Iremos tratar com pessoa que na sua maioria tem sentimento de culpa, auto-condenação, inferioridade, autopunição, sentimento de rejeição e outros males.





Deus nos abençoe em Cristo!
Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva


segunda-feira, 20 de junho de 2016

O RELATIVISMO PÓS-MODERNO

De maneira geral, é possível afirmar que a vida cristã possui características e objetivos comuns em todos os momentos da história. A ordem de “santificar a Cristo no coração” (1Pe 3.15), por exemplo, se aplica a todos os cristãos em todos os momentos históricos. No entanto, é possível afirmar que cada momento histórico apresenta desafios próprios para o cristianismo. Nós somos chamados por Deus para viver a vida cristã num tempo específico. Por isso, no exercício de santificar a Cristo no coração, por exemplo, cristãos de diferentes épocas se deparam com diferentes dilemas e desafios.
Procuraremos avaliar à luz da Bíblia, um desafio próprio para os cristãos contemporâneos, que vivem na chamada pós modernidade.

I. O relativismo dos tempos pós-modernos
Estudiosos de nosso tempo têm o denominado de pós-modernidade. Esta nomenclatura revela que o momento histórico em que vivemos é um momento que segue o período moderno. No entanto, a relação entre um momento histórico (modernidade) e outro (pós-modernidade) não é apenas temporal ou histórica, mas também conceitual e cultural. Em outras palavras, a pós modernidade não é apenas um período que segue a modernidade em termos temporais, mas um período que segue a modernidade conceitual e culturalmente, rompendo, de certa forma, com aspectos do modo de pensar, viver e se organizar, próprio da modernidade.
Uma das características mais marcantes da pós-modernidade é o rompimento com o que poderíamos chamar de universal ou geral, em prol do particular ou individual. Na modernidade se pensava na história humana de modo geral, em termos de uma história universal. Hoje em dia o que importa é a história individual, quando muito a de um grupo de pessoas, mas não se costuma falar mais em uma história da humanidade. Na modernidade se falava também em uma verdade universal e absoluta. Para nossos dias, no entanto, falar em uma verdade universal e absoluta é algo quase que inaceitável. Por fim, a modernidade podia falar de um modo de agir universal e norteado por valores absolutos, enquanto para a pós-modernidade este é um discurso ultrapassado. Isto não significa que a modernidade tenha sido necessariamente cristã, mas apenas que ela teve em comum com a visão de mundo cristã o fato de assumir o universal e absoluto.
Ao contrário da modernidade, nosso tempo tem como princípio o relativismo. Tendo valorizado o particular, em detrimento do universal, a pós-modernidade abandonou a ideia de absolutos e assumiu o relativismo. O relativismo é a teoria de que a base para os julgamentos sobre conhecimento, cultura ou ética difere de acordo com as pessoas, com os eventos e com as situações (Dicionário de Ética Cristã, Carl Henry, Editora Cultura Cristã).
Esse relativismo contemporâneo se aplica aos três elementos apresentados no parágrafo anterior: história, conhecimento e ética. A pós-modernidade questiona, primeiramente, a existência de uma história comum que possa, de alguma forma, identificar os homens de modo universal. Em segundo lugar, no âmbito do conhecimento, questiona a existência de uma verdade que seja universal e absoluta. Por consequência, questiona pôr fim a possibilidade de se estabelecer princípios morais que devam reger a conduta de todas as pessoas universalmente. Nosso tempo rejeita qualquer critério universalmente aceito para se medir valores (Carl Henry).
Esta teoria consideravelmente complexa (o relativismo) pode ser vista nas palavras e ações do dia a dia das pessoas em nosso tempo. Provavelmente a maioria dos leitores já consegue perceber o quanto o homem contemporâneo se preocupa com a sua história individualmente, como se ela não estivesse relacionada à história de modo geral. Provavelmente, a maioria dos leitores deste texto já teve uma discussão encerrada com as seguintes palavras: “não vale a pena discutir, afinal, você tem a sua verdade e eu tenho a minha”. Ou, quem nunca foi perguntado de forma retórica, depois de ter emitido um juízo de valor sobre algo ou alguém: “quem é você para julgar? ”. Essas palavras e ações revelam como o relativismo tomou conta de nossos dias.
A igreja, enquanto comunidade plantada e imersa em seu tempo histórico sofre as consequências deste relativismo. Uma das maiores evidências da influência do relativismo na igreja contemporânea é sua tendência ao ecumenismo. A defesa da aceitação indiscriminada de toda e qualquer crença revela o quanto o caráter exclusivista do evangelho soa mal aos ouvidos contemporâneos. Outra característica que tem se tornado cada vez mais comum no meio da igreja é o questionamento da necessidade e a ausência da disciplina eclesiástica. Esta prática revela que não apenas o relativismo quanto ao conhecimento tem adentrado a igreja, mas também o relativismo ético-moral.

II. O relativismo e a Bíblia
O relativismo é uma teoria coerente com os pressupostos que a definem. Mas seria coerente com a cosmovisão cristã? Uma rápida consideração das verdades bíblicas é suficiente para revelar que o relativismo não se sustenta diante de alguns elementos fundamentais da fé cristã.

A. A Bíblia e a história
Ao considerarmos a história à luz da Bíblia, concluímos que, embora seja possível falar em histórias individuais, existem elementos fundamentais que na história humana que identifica todos os indivíduos, universalmente.
Pense no tema bíblico básico: Criação, Queda e Redenção. A narrativa bíblica afirma que Deus é o autor da realidade. Tudo aquilo que existe foi criado por Deus (Gn 1.1). O homem não é mero produto de uma evolução biológica, mas um ser criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26). A origem do homem, portanto, identifica-nos todos uns com os outros. Além da criação, somos identificados pela queda em pecado. A rebeldia não fora uma característica específica do primeiro casal, mas é algo que se perpetua nas gerações. A Bíblia é contundente em afirmar que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23); ou ainda que “não há um justo sequer” (Rm 3.10). Deste modo, nossa história se identifica com a história de todos os demais homens, não apenas pela criação, mas também pela queda. Por fim, nossa história se identifica com a história de todos os demais pela redenção. É claro que a identificação, neste ponto, não se dá pelo fato de serem todos salvos, mas pelo fato de que nosso destino eterno se define pela nossa relação com Jesus Cristo e o plano redentor de Deus nele proposto. Mesmo distinguindo entre salvos e perdidos, a Bíblia identifica todos eles em termos finais, ao afirmar, por exemplo, que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai (Fp 2.10-11).
A tríade Criação, Queda e Redenção é o elemento unificador da história humana. Embora existam particularidades na história dos indivíduos, existem aspectos em que a história é universal; a história do homem criado à imagem de Deus, que se rebelou contra ele, e foi alvo da graça de Deus em Cristo Jesus.

B. A Bíblia e a verdade
Segundo a Bíblia, Deus não apenas trouxe a realidade e o homem à existência, mas se revelou. Aliás, o próprio ato criador é revelação. Deus criou todas as coisas pela sua Palavra (E disse Deus… Jo 1.1-2). Esta é a razão pela qual a realidade criada revela quem Deus é; “os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos” (Sl 19.1).
O Deus da Bíblia, portanto, não é imóvel, mudo, mas é um Deus que vai ao encontro do homem e fala com ele. Desde muito cedo somos informados pela Bíblia deste movimento de Deus em relação ao homem. De acordo com os capítulos iniciais do Gênesis, ouvir a voz de Deus, que andava no jardim pela viração do dia, parece ser algo com o qual Adão e Eva estavam acostumados (Gn 2.16; 3.8). Mesmo após a Queda, Deus fala com o homem (Gênesis 3.8). Durante toda a história, Deus continuou falando ao homem, e à medida que falava, Deus tomava providências para que suas palavras fossem preservadas para toda a posteridade (Êx 17.14; 34.27).
Até que ele falou de modo pessoal, pela pessoa de Cristo Jesus. Ele, a Palavra que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14) é a revelação maior de Deus. Ele é a expressão exata do seu Ser (Hb 1.3), que se apresentou dizendo: “quem me vê, vê aquele que me enviou” (Jo 12.45). Este mesmo Jesus se define como o caminho, a verdade e a vida (João 14.6), aquele cujo conhecimento significa liberdade (Jo 8.32).
Deus é a verdade, e ele se revelou a nós por meio de sua Palavra. Por isso, a verdade não é uma questão meramente subjetiva ou de construto social. Ainda que o homem atribua significados à realidade, a verdade é objetiva. Nós nos aproximamos da verdade, todas as vezes que nos aproximamos do que Deus revelou por sua Palavra. O contrário também é verdadeiro. Sempre que nos distanciamos da revelação que Deus deu por intermédio de sua Palavra, nos distanciamos da verdade. A Palavra de Deus é a verdade (Jo 17.17).

C. A Bíblia e a moralidade
Assim como o relativismo ético é resultado do relativismo no âmbito do conhecimento, assim também a crença de que Deus se revela em sua Palavra tem como consequência a existência de valores morais universais e absolutos. Ao se revelar, Deus demonstrou sua vontade ao homem; o modo como Deus deseja que o homem viva neste mundo.
Desde o princípio o relacionamento de Deus com o homem é marcado pelo fato de que Deus é Senhor, e o homem é servo. Este fato de que Deus tem direitos sobre o homem para requerer dele obediência, é uma implicação natural da crença na verdade bíblica da criação. É possível dizer que, como criador do homem, Deus tem direitos autorais sobre o homem, e este direito se revela no fato de que Deus se relaciona com o homem na posição de seu Senhor.
A narrativa bíblica da criação apresenta Deus não apenas criando o homem, mas definindo, por meio de ordenanças, seu propósito e significado. Logo em Gênesis 1, encontramos o imperativo: “sede fecundos, multiplicai-vos”. Apenas um capítulo depois encontramos a ordem divina, que por ter sido desobedecida, deu origem a toda sorte de males que experimentamos ainda hoje; “de toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16-17). Quando, depois da Queda, o mal havia se alastrado sobre a terra, e Deus se apresentou a Noé, foi com imperativos que ele o fez: “Contigo, porém, estabelecerei a minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos” (Gn 6.18). Posteriormente, Deus se apresentou a Abrão, e mais uma vez o fez de forma imperativa: “Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei” (Gn 12.1). Todas estas passagens revelam que Deus se relaciona com o homem como Senhor, e o tem como seu servo. E, na qualidade de Senhor, Deus estabelece os princípios por meio dos quais o homem deve viver neste mundo.
Os dez mandamentos são característicos desta vontade divina revelada em sua Palavra. Eles têm sido chamados de a lei moral de Deus, isto é, o conjunto de preceitos divinos absolutos e atemporais. A causa pela qual são atemporais e absolutos é o fato de que se fundamentam no caráter de Deus. E, sendo Deus imutável em seu ser, as perfeições de seu caráter, nas quais se baseiam os mandamentos, são imutáveis também. Essa é a razão pela qual se pode dizer que os dez mandamentos revelam a vontade atemporal e absoluta de Deus. “A tua justiça é justiça eterna, e a tua lei é a própria verdade” (Sl 119.142).

III. A igreja: coluna e baluarte da verdade
Como temos visto, uma visão cristã do mundo pressupõe a existência de absolutos. Deus se revelou e em sua Revelação apresenta a história universal, nos oferece a verdade e os padrões morais para a vida. 1Timóteo 3.14-15 afirma que a igreja é coluna e baluarte da verdade. As duas palavras, “coluna” e “baluarte”, indicam algo que sustenta e dá firmeza. Se pensarmos na metáfora de um edifício, por exemplo, e considerarmos o papel das colunas, como parte das estruturas que mantém um prédio de pé, perceberemos bem o que a Escritura deseja ensinar nesta passagem.
Essa metáfora não ensina que a igreja seja a fonte originadora da verdade. Ao contrário do que pensa o romanismo, não é a igreja quem define e estabelece o que é a verdade. A fonte originadora da verdade é Deus mesmo. E a igreja é a guardiã, a protetora, a defensora da verdade revelada e estabelecida por Deus. E diante dito sobre a igreja chama a nossa atenção para a necessidade de avaliarmos nosso compromisso com a verdade em tempos em que ela é tão questionada. Um detalhe importante é que 1Timóteo 3.14-15 não está falando sobre algo que a igreja deve se esforçar para ser, mas sim o que a igreja é. O texto está definindo a igreja. Isto significa que um dos maiores compromissos da igreja é seu compromisso com a verdade, de modo que, se uma comunidade não é uma coluna e fundamento da verdade, ela não é uma verdadeira igreja de Cristo.

Conclusão

Vivemos tempos de desconsideração para com a verdade. Cada um parece defender e viver de acordo com o que pensa ser mais correto. No entanto, a Bíblia nos ensina que temos uma história comum, uma Revelação absoluta e princípios éticos normativos. E Deus estabeleceu sua igreja como coluna e baluarte da verdade. Isto significa que uma caraterística fundamental da igreja de Cristo é seu apego à verdade e sua proclamação.

Deus os abençoem em Cristo
Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva

domingo, 3 de janeiro de 2016

O QUE FAREMOS NESTE NOVO ANO?


1 Co 10.31 Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus”.

Neste novo ano que estamos adentrando, com certeza será um ano muito mais complicado, difícil e com muitos desafios a ser batido.
Os dias cada vez estão mais penosos “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos”. 2 Tm 3.1. Onde estamos cercados por todos os lados de todo tipo de crise, a saber: da saúde, da economia, da segurança publica, etc., mas “Em Deus faremos proezas; porque é ele quem calcará aos pés os nossos inimigos”. Sl 60.12

Tese: O que faremos neste novo ano?

1.     Faremos Tudo Novo. “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2 Co 5.17
a)     Novos Projetos. Temos a possibilidade de fazer ou refazer aquilo que não conseguimos fazer ou completar.
b)    Teremos uma nova mentalidade, mas aberta para a realidade que vamos viver.  “Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo”. 1 Co 2.1
c)     Seremos pessoas melhores, com boas obras, fé e um verdadeiro testemunho.

2.     Faremos tudo para dar certo. “tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus” Fl 1.6
a)    Estaremos muito mais unidos do que antes.
b)    Estaremos ajudando-nos e ao nosso próximo, sem medir a sua cor, raça, religião, oposição sexual, etc.
c)    Estaremos mostrando que não somos uma farsa (um embuste, mentira ardilosa). Que não somos figurante de novelas da rede globo ou dos dez mandamentos, que não somos cabeça de gado, que não somos somente números do rol de membros para servi de estatística.

3.     Faremos conforme a vontade de Deus. “não servindo somente à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus”. Ef 6.6 Deliberação, determinação, decisão que alguém expressa para que seja cumprida ou respeitada.
a)     A vontade de Deus é fazer o bem. “Porque melhor é sofrerdes fazendo o bem, se a vontade de Deus assim o quer, do que fazendo o mal”. 1 Pd 3.17
b)    A vontade de Deus é que os homens não usurpem (apossar-se de ou toma a força ou tomar para si, apropriar-se) a sua obra. “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade” 1 Pd 5.2

4.  Faremos diferente dos outros. “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento... para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Rm 12.2

a)    Seremos diferentes: não excluiremos os diferentes ou os desiguais. “Veio uma mulher de Samária tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Pois seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe então a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (Porque os judeus não se comunicavam com os samaritanos.) Respondeu-lhe Jesus: Se tivesses conhecido o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe terias pedido e ele te haveria dado água viva. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que tirá-la, e o poço é fundo; donde, pois, tens essa água viva?” Jo 4.7-11
“Porquanto não há distinção entre judeu e grego; porque o mesmo Senhor o é de todos, rico para com todos os que o invocam” Rm 10.12

b)    Sermos diferente para fazer a diferencia.  No caráter, na moral e na espiritualidade, na ética, na decência, na honestidade e na verdade “Então vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve” Ml 3.18

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois um novo homem, assim fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade” Ef 2.14-16

Deus nos abençoe...
E tenha Misericórdia do povo brasileiro 
E de sua igreja.
Um abraço a todos e feliz 2016

Pr. Capelão Edmundo Mendes Silva