quarta-feira, 3 de março de 2010

A Secularização da Igreja


A identidade cristã é um conjunto de caracteres próprios e exclusivos, fundamentados nas Escrituras e nos bons costumes que identificam o cristão como discípulo de Cristo e fiel membro da comunidade dos santos (Gl 5.22). A identidade cristã, por sua vez, opõe-se ao secularismo hodierno. Nesta lição trataremos a respeito da conceituação e definição de secularismo e secularização, bem como dos aspectos históricos e teológicos relacionados ao tema.

I. Definição
1.1. Etimologia:

O termo “secular” e seus cognatos, procedem do substantivo latino saecŭlum e secŭlum, definidos literalmente como “espaço longo de tempo”, “cem anos”, “tempo em que se vive”, “época”, “vida mundana”, “mundo”, “mundo profano”. O adjetivo latino saeculāris, significa “secular”, “pertencente ao século”. Desta palavra se derivam os vocábulos “secular”, “secularização”, “secularismo”.
O correspondente aos termos saecŭlum ou saeculāris no grego neotestamentário é aiōn (ou aiōnos) traduzido em diversos textos por “tempo muito longo”, “era”, “século”, “século ou era presente”, “mundo” (Cf. Mt 12.32; 13.22; Lc 1.70; 16.8; Jo 6.51, 58; 9.32; Rm 16.27; Hb 13.21).

1.2. Conceituação:

O termo secularização é de significado elástico e abrangente e, de acordo com as circunstâncias, pode ser aplicado em diversos contextos.


a) Fenômeno da Modernização. É possível falar de secularização como um fenômeno da modernização, em que o antigo – antiquado –, é substituído pelo novo – modernidade. Secularização, portanto, é um movimento de atualização ou de contextualização com uma época. Neste sentido, o “velho” é atualizado, ou substituído pelo novo. Há uma mudança de direção, ou ruptura com o antigo rumo.


b) Fenômeno Histórico. Secularização também pode representar o fenômeno histórico dos últimos séculos, pelo qual as crenças e instituições religiosas se converteram em doutrinas filosóficas e instituições leigas. Isto significa uma profunda mudança nos objetivos e projetos das instituições religiosas em que esta se torna uma instituição laica e os oficiais religiosos em autoridade leiga.


c) Processo Histórico. Podemos entender a secularização, como o processo histórico pelo qual os bens eclesiásticos e as atribuições políticas do clero são transferidos para as autoridades leigas. Esse processo ocorreu principalmente nas monarquias absolutistas após a Reforma Protestante na Alemanha, Inglaterra e Escandinávia. Nestes locais, muitas propriedades eclesiásticas foram confiscadas – mosteiros se transformaram em colégios e igrejas em principados leigos. A igreja, portanto, passa a ser uma instituição subordinada ao Estado. O decreto imperial na Alemanha, por exemplo, em 1803 confiscou cerca de 22 bispados, 80 abadias e 200 mosteiros.
Um aspecto emblemático, que muito ilustra esse processo de secularização histórica, pode ser observado na transferência do registro civil e dos cemitérios de posse da igreja para o poder público.
Uma das negociações mais singulares desse processo histórico ocorreu entre os dias de 15 de maio a 24 de outubro de 1648. Neste período, nas cidades alemães de Münster e Osnabrück, foi assinado um grande tratado de paz (a Paz de Westfália) que pôs fim a desastrosa Guerra dos Trinta Anos – guerra sanguinária entre católicos e protestantes (luteranos e calvinistas). Este tratado, entre muitas leis, assinalou que um reino tem interesses que o colocam acima das motivações religiosas e a autoridade do papado para intervir nos assuntos internos dos reinos, foi substituída pelo conceito de soberania de estado.


d) Conceito Religioso. A secularização, entendida como teoria humanista pós-moderna (secularismo), é muito mais do que o comportamento e o pensamento do mundo de nosso tempo. Trata-se do modo de viver deste mundo, que além de não comungar com os interesses espirituais do Reino de Deus, opõe-se radicalmente a ele.
O secularismo, como afirma o dicionário Houaiss, é o “regime laico, secular; exclusão, rejeição ou indiferença à religião e a ponderações teológicas”. Cabe aqui afirmar, que não se trata apenas de “indiferença à religião e a ponderações teológicas”, mas em completa ruptura e oposição a estes. Como indiferença, o secularismo classifica a religião e seus dogmas como temas idiossincráticos ou particulares, sem interesses reais para a sociedade.
A crença é assunto pessoal de cada um, portanto, o Estado não interfere na crença do indivíduo, mas a doutrina religiosa deste, não deve interferir nos assuntos daquele.
Neste aspecto, a secularização é um fenômeno próprio da modernidade. De acordo com Champlim, G.H. Holyoake (1818-1906), foi o primeiro a usar o termo “secularização” como referência a toda atitude anti-religiosa.
Se considerarmos o profeta Daniel e a Babilônia de seu tempo como exemplos, descobriríamos que o Estado interferia rigorosamente na crença de seus cidadãos.
Não apenas a Babilônia, mas provavelmente em todos os reinos da geografia bíblica, não existia qualquer distinção entre assuntos do Estado e assuntos religiosos. Pelo contrário, Estado e Religião se confundiam, estavam intrinsecamente unidos.
No entanto, os interesses religiosos e políticos sempre estiveram em busca do enlace e do divórcio, de modo que a ruptura entre ambos só é plenamente inteligível se considerarmos todos os contextos.
A dificuldade parece ser insuperável, uma vez que o indivíduo não é uma tabula rasa (tábua ou folha em branco), e não se despe de suas crenças religiosas como se estivesse trocando de roupa. Não é possível pedir que o sujeito tenha dois comportamentos – um secular e outro religioso –, pois isto é contrário à própria cidadania e ao ser religioso. A pessoa não pode negar o que é em razão de estar fora dos umbrais da igreja – muito pelo contrário.
A igreja recomenda que os cristãos participem na vida pública como cidadãos, mas que não abandonem a consciência e os valores cristãos.


f) Teologia da Secularização. O desenvolvimento da Teologia da Secularização, deve-se ao teólogo alemão e discípulo de von Harnarck, Friedrich Gogarten (1887-1967). Gogarten distinguia entre “secularização” e “secularismo”. Para o teólogo, a secularização é necessária e legitima a fé cristã, enquanto o secularismo é a degeneração da secularização.

Gibellini, define o conceito de secularização de Gogarten como “um processo histórico de profunda transformação do homem e do mundo, da forma como o homem se relaciona consigo mesmo e com o mundo” (A Teologia do Século XX, Loyola, 1998, p. 128).

O conceito de Gogarten admite positivamente a desmitologização de R. Bultmann, considerando-a como um método hermenêutico apropriado para que o homem moderno compreenda a mensagem salvífica do Novo Testamento. Gogarten aderiu ao movimento religioso dos Cristãos Alemães que apoiavam a Hitler, por considerar, de início, que se tratava de uma forma de autoridade legítima. No entanto, depois de observar que o movimento estava abandonando os fundamentos bíblicos, escreveu um documento de protesto e desvinculou-se do movimento.

g) Secularismo Eclesiástico Moderno. A religião cristã está passando por um profundo processo de secularização. A competição entre as denominações evangélicas à procura de novos fiéis, nem que para isso seja necessário o emprego de estratégias mercadológicas, de marketing e dos recursos da indústria cultural, assinalam a secularização da igreja hodierna. Mas o processo de secularização da igreja, entendida também como modernização de suas estratégias evangelísticas, que muitas vezes contestam a própria práxis evangélica, não é nada novo.
Atualmente podem ser detectados três fortes movimentos que convivem, disputam e dialogam entre si no contexto da religião brasileira:
 a explosão do fenômeno religioso;
 a desconfiança na instituição religiosa;
 e a secularização da igreja.

A explosão do fenômeno religioso Este é conseqüência da difusão do sagrado. O aumento das denominações evangélicas, das seitas cristãs, das religiões orientais, da ufologia mística etc., comprova o fato. O sagrado está tão difuso que o cidadão comum não consegue diferençar a verdadeira religiosidade da falsa. É possível ouvir os jargões dos movimentos pentecostais sendo pronunciados por apresentadores (as) da mídia eletrônica; camisetas estampadas com dizeres evangélicos (mesmo que o fabricante e o portador não o sejam); músicas cristãs mixadas com ritmos dançantes; igrejas que se transformam em salões dançantes e cujas programações destinadas à juventude se confundem com funk, hip hop, New Wave, entre outros.
A desconfiança na instituição religiosa Trata-se de uma resposta racionalista às contradições do fenômeno religioso. Argumentam que as pessoas acreditam mais nos cartomantes, nos duendes, nas benzedeiras do que nos cientistas.
É uma conseqüência da explosão do fenômeno religioso.
A secularização da igreja É uma vulgarização da fé que favorece a dessacralização do sagrado e usa a indústria cultural como veículo para propagar um evangelho sem Cristo e um cristianismo sem a ética bíblica.

Professor, quem estuda o que a Escritura afirma a respeito do relacionamento da Igreja com Cristo expresso no simbolismo do matrimônio, sabe que uma igreja secularizada é uma noiva infiel ao seu noivo (Ef 5.22-32).

A doutrina cristã não interfere na moral e ética do crente nominal. A doutrina cristã interfere na vida pessoal, ética e moral do crente. Aplicar os princípios bíblicos ao cotidiano.
A obrigação religiosa é mais importante do que a prática da piedade cristã. A piedade cristã é mais importante do que as obrigações religiosas. Priorizar a essência em vez da aparência.
As reuniões cristãs são mero entretenimento religioso. As reuniões cristãs são momentos especiais de adoração ao Deus Vivo. Exaltar a Deus em vez dos homens.
A liturgia abandona a simplicidade cristã pelos shows pirotécnicos. A presença do Espírito Santo é mais importante do que os aparatos litúrgicos. Enfatizar a ação do Espírito em vez da técnica.
Dessacralização do templo, dos ritos e símbolos cristãos e a perda da reverência cristã no culto. O templo, os ritos e símbolos cristãos são sagrados pois testificam da presença de Deus entre o seu povo. Privilegia o sacro. Reverenciar o que é santo.
Pregações motivacionais que incentivam a riqueza, o luxo e priorizam o status social. A pregação é cristocêntrica e incentiva o Reino de Deus em vez do reino deste mundo. Distinguir a palavra profética da motivacional.
O relaxamento dos valores morais cristãos. Os valores morais, pautados na Bíblia, são preservados e admitidos como norma e conduta dos santos. Preservar os valores morais da Bíblia.

II. Secularização em dois contextos
a) Histórico-cultural:
Embora o termo “secularização” seja empregado em diversos sentidos, interessa-nos, neste momento, duas abordagens específicas. A primeira, de caráter histórico e cultural, que se inicia quando a sociedade do final do século XIX e início do século XX exige a ruptura definitiva com a instituição eclesiástica.
Era um movimento de ruptura que buscava a emancipação da cultura, política e filosofia da tutela da religião cristã. Alguns filósofos chamaram esse período de “desencanto do mundo”. Nesse contexto, a secularização era entendida como uma ruptura entre a sociedade e a igreja, entre o secular e o sagrado. Estava, portanto, reafirmado o distanciamento entre a sociedade secular e a igreja, entre o Estado e o cristianismo.


b) Cristãos Alemães: A segunda, está relacionada ao movimento dos Cristãos Alemães (Deutsche Cristen), fundado na Turíngia em 1927. A fim de secularizar a igreja e popularizar o cristianismo na Alemanha, A Igreja Evangélica Alemã aliou-se ao nacional-socialismo (nazismo), vindo apoiar a Adolf Hitler quando este subiu ao poder em 30 de janeiro de 1933. Nesse período, as suásticas compartilhavam do altar ao lado da cruz, e os cristãos seculares viram Hitler como um profeta para restaurar o cristianismo e a religiosidade do povo alemão. Os cânticos cristãos faziam referências ao “Chanceler (Hitler) que vela pela Alemanha, noite e dia, sempre a pensar em nós”. Um dos líderes do movimento, Dr. Reinhold Krause, propôs a eliminação do Antigo Testamento, da moral judaica e a exclusão dos ensinos do rabino Paulo do Novo Testamento, pois não estavam de acordo com os novos padrões culturais e políticos da época. No entanto, um dos opositores ao nazismo e ao movimento iniciado pela Igreja Evangélica Alemã, pastor Dietrich Bonhoeffer, antes de ser enforcado, exortou as igrejas à não se renderem aos ídolos do mundo moderno.
Nesta conjuntura, podemos entender a “secularização” como um movimento cristão que procurava cristianizar a sociedade mediante a união entre a igreja e o Estado, valendo-se para isto, dos princípios éticos e morais da sociedade. Enquanto o movimento do século XIX procurava afastar a igreja do Estado, a Igreja Alemã tencionava incorporar ao Estado a religião, mas seguindo os fundamentos da sociedade em vez dos bíblicos.


muito cuidado........

fique com a Palavra de Deus.......

um abraço em Cristo

Pr. Edmundo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A NECESSIDADE DE SER LIBERTO...

A palavra LIBERTAÇÃO vem do grego “sotero“ e significa “livramento, salvação”. Em João 10:10, a palavra do Senhor diz que: “ O ladrão (diabo) veio para matar, roubar e destruir”, mas Jesus, o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores, o Alfa, o Omega, o Todo Poderoso, o Majestoso, o Cordeiro de Deus, o Príncipe da Paz, veio para SALVAR, LIBERTAR e RESTAURAR. As obras de Jesus e do Diabo são obras antagônicas. JESUS... DIABO SALVAR MATAR LIBERTAR ROUBAR RESTAURAR DESTRUIR
O objetivo de satanás na terra é o de matar, roubar e destruir as pessoas. Ele é perspicaz, inteligente, conhecedor da Palavra de Deus, usa e usará de todas as estratégias malignas para impedir que as pessoas sejam salvas, libertas e restauradas.

Quem Precisa de Libertação?
Todos, seria a resposta mais correta, porque a Palavra de Deus diz em I João 1:8-10: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.”
E completa em I João 3:8-9 “Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado, porque a sua semente permanece nele e não pode pecar porque é nascido de Deus”
Se partirmos do princípio de que todo homem à partir da queda original carrega a natureza adâmica, por isso é propenso ao mal, já seria o suficiente para dizer que ele necessita ser liberto, porque o pecado nos traz cativos ao diabo.


Existem três níveis de libertação:


1. Libertação do nosso espírito no momento em que nascemos de novo (só feita pelo Espírito Santo) – ver Efésios 2:1-3 “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também”.
João 3:3,5-6 “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”

2. Libertação da alma – Hebreus 12;1 “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta” I Coríntios 10:4-5 “E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto”

3. Libertação de enfermidade física – Lucas 13:10-17
“E ensinava no sábado, numa das sinagogas. E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; e andava curvada, e não podia de modo algum endireitar-se E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade E pôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou, e glorificava a Deus”.

“A cruz é o centro de tudo. Também nela, Cristo levou todas as maldições: "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: ´Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro ”. (Gálatas 3:13). Se o texto em apreço está claro, quando diz que Cristo se fez maldição em nosso lugar, porque tratamos do tema: “quebra de maldições”? Para responder a esta pergunta, temos que considerar que há duas formas através das quais as pessoas concebem a cruz de Cristo.


Um primeiro grupo tem uma visão imediatista: aceita que a obra de Cristo na cruz é plena e suficiente, e que, assim que o ímpio se entrega a Cristo, automaticamente passa a experimentar por completo toda a provisão do Calvário. Este grupo aceita que todo o conteúdo e todas as promessas da cruz são automaticamente imputados sobre o crente no momento da conversão.

Um outro grupo tem a visão apropriativa (processual): Este grupo também aceita que toda a obra do Calvário é plena e suficiente, mas descrê sobre o fato de que o crente no momento em que aceitou a Cristo passe a experimentar concretamente toda provisão e promessas contidas na cruz. Crê que no momento da conversão o neoconverso passa a experimentar a provisão de Cristo na cruz, mas não de forma plena. O estudo da Palavra e a apropriação das promessas serão fundamentais no processo de experimentação da obra vicária de Cristo. Eu particularmente, tenho seguido a “visão apropriativa da cruz”. Os pecados da humanidade já foram levados para a cruz, mas o homem precisa apropriar-se disso (confessando) para ser perdoado. Nossas enfermidades já foram levadas na cruz, mas precisamos nos apropriar disso. Da mesma forma as maldições. Cristo já as levou na cruz e necessitamos nos apropriar disso. Essa tomada de posse é chamada por Derek Prince de “transitar do legal para o experimental”. O fato é que muitos crentes estão na mais completa ignorância quanto ao que Cristo fez por eles na cruz. Cristo levou seus pecados, mas vivem solapados pela culpa. Já levou suas enfermidades, e seus corpos estão sendo constantemente assediados por doenças diversas. No que tange à maldição, a mesma coisa. O profeta disse: Portanto, o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento (Isaias 5:13). Prince diz ainda: “Se nós permanecermos ignorantes, será nosso o custo. Perderemos muito de toda a provisão que Deus nos oferece através do sacrifício da morte de Jesus na cruz”. A ignorância nos fará pagar um alto preço, já que Deus nos faz responsáveis por tudo aquilo que deixou escrito em sua Palavra. Quantas vezes o diabo tem nos impedido de enxergarmos as promessas de Deus para nós, e passamos a viver como miseráveis! O apóstolo Paulo escreveu: “Bendito o Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo”.(Efésios 1:3). O texto está claro: Deus nos abençoou com todas as bênçãos. Fico a pensar se pelo menos uma boa parte dos crentes espalhados pelo mundo tem ao menos 50% dessas bênçãos. É bem provável que não. Mas, qual é o problema? O problema é que o apóstolo diz que as bênçãos estão nos lugares celestiais. É necessário que aprendamos meios eficazes dentro da Palavra de Deus, para transportarmos o que é nosso dos lugares celestiais para o mundo material. A confissão apropriativa é com certeza um das formas que Deus providenciou para isso, para experimentarmos em nossa vida os benefícios que foram alcançados para nós. O reformador francês, João Calvino, parece ter a mesma opinião quanto à necessidade da apropriação das promessas: “Já salientei que Cristo não deixou inacabada nenhuma parte da obra da nossa salvação; mas não devemos inferir disso que já possuímos todos os benefícios obtidos por ele para nós, pois... com verdade: “... em esperança, somos salvos “ (Rm 8:32), “ ainda não se manifestou o que haveremos de ser” (I João 3:2). Nesta vida atual desfrutamos de Cristo à medida em que o abracemos por meio das promessas.”

O Que Determina a Necessidade de Libertação ?

Para sabermos o que determinará a necessidade de passarmos por um processo de libertação, devemos considerar as seguintes questões:
• Discernimento de Deus.
• Pessoas que vieram e viveram na doutrinas de engano e da mentira.
• Pessoas que tiveram profundo envolvimento com sexo ilícito.
• Persistência deliberada na prática de um determinado pecado.
• Compulsão.
• Traumas e complexos dos mais diversos.
• Vítimas de obras malignas.
• Ancestrais profundamente envolvidos no pecado.
• Pessoas consagradas a demônios desde crianças.
• Pessoas que voluntária ou involuntariamente foram incorporadas por espíritos malignos.
• Pessoas que possuem um grande número de sintomas de opressão

Espero em Cristo que Deus possa nos libertar de todas essas coisas.....


Um abraço


Pr. Edmundo

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

NATAL...QUAL É O SEU SIGNIFICADO?

O Natal surge como o aniversário do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus, sendo atualmente uma das festas católicas mais importantes.
Inicialmente, a Igreja Católica não comemorava o Natal. Foi em meados do século IV d.C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o Papa Júlio I fixado a data no dia 25 de Dezembro, já que se desconhece a verdadeira data do Seu nascimento.

Uma das explicações para a escolha do dia 25 de Dezembro como sendo o dia de Natal prende-se como fato de esta data coincidir com a Saturnália dos romanos e com as festas germânicas e célticas do Solstício de Inverno, sendo todas estas festividades pagãs, a Igreja viu aqui uma oportunidade de cristianizar a data, colocando em segundo plano a sua conotação pagã. Algumas zonas optaram por festejar o acontecimento em 6 de Janeiro, contudo, gradualmente esta data foi sendo associada à chegada dos Reis Magos e não ao nascimento de Jesus Cristo.

O Natal é, assim, dedicado pelos cristãos a Cristo, que é o verdadeiro Sol de Justiça (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16), e transformou-se numa das festividades centrais da Igreja, equiparada desde cedo à Páscoa.
Apesar de ser uma festa cristã, o Natal, com o passar do tempo, converteu-se numa festa familiar com tradições pagãs, em parte germânicas e em parte romanas.

Sob influência franciscana, espalhou-se, a partir de 1233, o costume de, em toda a cristandade, se construírem presépios, já que estes reconstituíam a cena do nascimento de Jesus. A árvore de Natal surge no século XVI, sendo enfeitada com luzes símbolo de Cristo, Luz do Mundo. Uma outra tradição de Natal é a troca de presentes, que são dados pelo Pai Natal ou pelo Menino Jesus, dependendo da tradição de cada país.
Apesar de todas estas tradições serem importantes (o Natal já nem pareceria Natal se não as cumpríssemos), a verdade é que não nos podemos esquecer que o verdadeiro significado de Natal prende-se com o nascimento de Cristo, que veio ao Mundo com um único propósito: o de justificar os nossos pecados através da sua própria morte. Nesses tempos, sempre que alguém pecava e desejava obter o perdão divino, oferecia um cordeiro em forma de sacrifício. Então, Deus enviou Jesus Cristo que, como um cordeiro sem pecados, veio ao mundo para limpar os pecados de toda a Humanidade através da Sua morte, para que um dia possamos alcançar a vida eterna, por intermédio Dele, Cristo, Filho de Deus.

O Natal não se resume a bonitas decorações e a presentes, pois a sua essência é o festejo do nascimento Daquele que deu a Sua vida por nós, Jesus Cristo.

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai." (João 1:14)

Em toda parte em Belém, os pastores cuidavam de seus rebanhos. De repente, um anjo de Deus apareceu. O anjo disse:
"Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em faixas, e deitado em uma manjedoura. Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade." (Lucas 2:10-12)

O grande amor de Deus pela humanidade manifestou-se através do nascimento de Seu filho. A promessa por que se esperou tanto tempo da vinda do Salvador realizou-se.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele." (João 3:16-17)

O filho divino de Deus era a única pessoa que poderia salvar o mundo. O preço da redenção foi Seu sangue. Ele pagou o preço sobre a cruz no Calvário quando foi crucificado. Ele conquistou a morte quando ressuscitou. Sua ressurreição é celebrada a cada ano na Páscoa.
"Não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção." (Hebreus 9:12) .
se voce quer saber mais sobre os natal, acesse:

Que este natal seja diferente para a sua vida.
um abraço.
Pr. Edmundo

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Teologia do Triunfo ou do triunfalismo?

E começou a experimentar pavor e angústia. E lhes disse: Minha alma está triste a ponto de morrer [...] Abba! Pai, tudo te é possível, afasta de mim essa taça! Entretanto não o que eu quero, mas, o que Tu queres!”. Marcos 14: 33b, 34 e 36
O Triunfalismo é um dos principais ramos dos ensinos da Teologia da Prosperidade. O fundamento teológico de tal ensino, portanto, encontra-se nas mesmas fontes do Movimento da Fé. Há duas realidades concernentes o triunfalismo que precisam ser destacadas. A primeira, de caráter sociológico, diz respeito ao atual contexto sócio-financeiro do povo brasileiro e ao espírito consumista alimentado pela mídia. Os líderes triunfalistas abusam dessa realidade social a ponto de não prometerem apenas o necessário, mais o luxo, o sobressalente, o espetacular.
A segunda, está relacionada à teologia e a falsa concepção de espiritualidade. Ensinam os homens a se aproximarem de Deus pelo que Ele concede e não pelo que Ele é. A bênção, para eles, é muito mais importante do que o Abençoador. Acrescente o fato de que é enfatizado ao crente o seu direito como filho de Deus, enquanto as suas obrigações morais, exigidos pela nova filiação divina, são omitidas.
Dificilmente você vai ligar seu televisor em qualquer programa de exibição de conteúdo gospel e ouvirá pregações temáticas, textuais ou expositivas com a ênfase que foi dada ao versículo acima.
Tampouco, alguém fará um apelo às possibilidades de perdas, à vida simples ou à abnegação genuína dos seus bens sem que seu dinheiro seja moeda de troca com “bênçãos que Deus têm para você”. Aliás, desconsidere que o Cristo não tinha bens e posses, e que não tinha “sequer onde reclinar sua cabeça” (Lucas 9:58). Muito menos que uma vida assim é passível de felicidade e alegria!
Não me lembro da última vez que vi e ouvi na TV – se é que já houve alguma vez – em que um pregador – seja ele pastor, evangelista, bispo, apóstolo, ou como está agora “na moda” dizer: “pai-póstolo”–, que Jesus nasceu num berço de palhas, envolto em faixas e hospedado no “Hilton Palace Estrebaria”, mas, que isto haveria por ser um sinal (Lucas 2:12). Talvez tenha até ouvido, mas, não sem ter presenciado uma exegese do texto totalmente deturpada e adequado seu conteúdo hermenêutico ao contexto para pretexto e acomodada aos seus gostos.
Incomoda-me o estardalhaço suntuoso com que os ditos pregadores se alteram em suas oratórias inflamadas afirmando que as provas e insucessos, o momento triste pela reprovação no concurso, o filho febril, a decepção com o namoro rompido e o casamento em crise e tantos outros percalços da vida são sinais “da vida sem a benção”, ou que é a paga por estarem fora da daquilo que eles chamam de “visão”. Alguns até se esquecem que Jesus disse: “Nesse mundo experimentareis a aflição, mas, tende confiança, eu venci o mundo” (João 16:33b).
O tema do sermão do último Domingo foi: “Sucesso ou triunfo?”. A igreja deve se lembrar da perspectiva dessa abordagem na qual expusemos logo na introdução a diferença entre uma teologia do Triunfo contra a heresia diabólico-mundana do triunfalismo.
Durante a mensagem, no culto, enfatizamos partes do filme “Desafiando Gigantes”. Achei valioso e edificante o filme, pois, aborda estórias de vitórias (isso mesmo, conquanto seja um filme, representa a realidade de muitas vidas que se renderam ao senhorio de Cristo Jesus), mas, que não se rendeu à mensagem apelativa do triunfalismo. Em seu conteúdo não encontramos uma produção que vendeu a imagem de um evangelho barateado, nem do discurso de uma prosperidade de permuta, beirando a conchavos mágicos com Deus.
Meditando sobre o tema – triunfo X triunfalismo –, lembrei-me de um texto muito rico e oportuno e que não poderia deixar de compartilhar com minhas ovelhas. O Ev. Luiz Henrique de Almeida e Silva, um dos escritores-colaboradores das Revistas de Escola Dominical da CPAD que afirma em sua reflexão:
“O triunfalismo nada mais é que o principal produto da famigerada Teologia da Prosperidade, a qual acrescento o ‘Material’, ficando assim: Teologia da Prosperidade Material (ou TPM dos crentes...). É um tal de não aceito isso, não aceito aquilo outro, doente não posso ficar, miséria não é pra mim e por aí vai... A aceitação, ou melhor, a proclamação da Teologia da Prosperidade foi a institucionalização da arrogância entre os crentes. Por que essa ‘nova revelação’ não surgiu na época da igreja primitiva?[grifo nosso] Seria muito útil lá, afinal a perseguição era terrível e cruel. Ser cristão naquela época era quase que ser considerado terrorista da Al Qaeda nos dias de hoje. Mas os intentos de Satanás foram frustrados, visto que para cada cristão que morria surgiam dez em seu lugar! Parecia que era fertilizante e não sangue que corria em suas veias. Cada gota de sangue cristão derramado irrigava uma nova safra de crentes mais dispostos que a anterior, para desespero do diabo. Aquilo pra ele era um verdadeiro inferno. Escaldado com essas experiências negativas (ou seria melhor dizer positivas?), ele resolveu mudar de tática: descobriu que melhor que matar um crente fiel era deixá-lo vivo, mas tornando-o infiel. Com isso, o benefício seria duplo: enquanto a morte de um crente fiel produzia piedade em vários outros, a vida de um crente infiel (se é que isso existe!) traz vilipêndio ao nome de Jesus e desmoralização à sua igreja, que é o seu corpo”.


Triunfo ou triunfalismo?


“Portanto eu me comprazo nas fraquezas, nos insultos, nos constrangimentos, nas perseguições e nas angústias por Cristo! Pois quando sou fraco, então é que sou forte”. II Coríntios 12:10.
Que venham, pois, todos os desafios, constrangimentos, perseguições, insultos, angústias e fraquezas. Que apareçam em mim as marcas da cruz. Que minha alma fique triste a ponto de morrer. Para a glória do Senhor. E ai de quem disser que eu estou “fora da visão”.
Por um evangelho genuíno.

Deus nos Abençoe e tenha misericordia de todos.....

Um Abraço

pr. Edmundo




http://www.ipidocruzeiro.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=511&Itemid=34
http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/o-triunfalismo-cristao-e-de-deus-ou-do-diabo/

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

AS 3 ONDAS DO PENTECOSTALISMO! QUAIS SÃO???

O movimento surgiu praticamente dentro da Igreja metodista, cujo fundador é Jonh Wesley.
O Pentecostalismo chegou em 1910-1911, com a vinda de missionários originários da América do Norte: Louis Francescon, que dedicou seu trabalho entre as colônias italianas no Sul e Sudeste do Brasil, originando a Congregação Cristã no Brasil; Daniel Berg e Gunnar Vingren, que inciaram suas missões na Amazônia e Nordeste, dando origem às Assembléias de Deus.

O movimento pentecostal pode ser dividido em três ondas.

A primeira, chamada pentecostalismo clássico.
Conhecida tambem, como Pentecostalismo denominacional, iniciada na década de 1900 entre metodistas (arminianos e não bem doutrinados). Caracterizou-se pela criação de novas denominações Abrangeu o período de 1910 a 1950 e iniciou-se com sua implantação no país, decorrente da fundação da Congregação Cristã no Brasil e da Assembléia de Deus até sua difusão pelo território nacional. Desde o início, ambas as igrejas caracterizam-se pelo anticatolicismo, pela ênfase na crença no Espírito Santo, por um sectarismo radical e por um ascetismo que rejeita os valores do mundo e defende a plenitude da vida moral.
Em 1932 em Mossoró-RN iniciou-se a Igreja de Cristo no Brasil sendo a primeira igreja pentecostal brasileira e diferente das demais da época com ênfase na doutrina da perseverança dos salvos.

A segunda onda chamada pentecostalismo Neo-clássico.
Tambem conhecida como Renovação Carismática, inter ou adenominacional. Começou a surgir na década de 1950, quando chegaram a São Paulo dois missionários norte-americanos da International Church of The Foursquare Gospel. Na capital paulista, eles criaram a Cruzada Nacional de Evangelização e, centrados na cura divina, iniciaram a evangelização das massas, principalmente pelo rádio, contribuindo bastante para a expansão do pentecostalismo no Brasil. Em seguida, fundaram a Igreja do Evangelho Quadrangular. No seu rastro, surgiram O Brasil para Cristo, Igreja Pentecostal Deus é Amor, Casa da Bênção, Igreja Unida e diversas outras menores.

A terceira onda, chamada a neopentecostal.
Teve início na segunda metade dos anos 70. Fundadas por brasileiros, a Igreja Universal do Reino de Deus (Rio de Janeiro, 1977), a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra (Brasília, 1992) e a Renascer em Cristo (São Paulo, 1986) estão entre as principais. Utilizam intensamente a mídia eletrônica e aplicam técnicas de administração empresarial, com uso de marketing, planejamento estatístico, análise de resultados etc. Algumas delas pregam a Teologia da Prosperidade, e/ou por grosseiras aberrações usando algo FÍSICO que vem da superstição pagã e até do demonismo aberto (dentes de ouro; vômito / sopro / cola do Espírito; gargalhada de Toronto; latidos santos; água magnetizada; óleo de Israel; fogueira santa; amuletos, patuás e despachos; etc.). Tais teologia da prosperidade e grosseiras aberrações físicas comuns ao ocultismo são enfatizadas em mega-igrejas e mega-TELE-cultos (Hinn, Hagin, Macedo, Soares, Rodovalho, Milhomens, Castellano, etc.). A mensagem central é:“Faça/ dê/ use isto FÍSICO (que só NOSSA igreja pode lhe vender/ dar), depois ORDENE a Deus aos demônios e ao universo, e você vai instantânea e totalmente ter TUDO que quiser, quer seja na área financeira, profissional, de saúde, de casamento, espiritual, ou qualquer outra área.”

O neopentecostalismo constitui a vertente pentecostal mais influente e a que mais cresce. Também são mais liberais em questões de costumes.

Nessa onda vale tudo. O sincretismo é algo muito forte nessa onda. Nessa onda que se utiliza de ferramentas de comunicação e alcance em massa, tais como Televisão, Rádio, bandas musicais com projeção regional ou nacional...

Tomemos muito cuidado....... Jesus Cristo está voltando !!!
Um abraço em Cristo
Pr. Edmundo


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A IGREJA TEM QUE FAZER DIFERENÇA!

Tempo Bíblico: Tempo de Jesus.
Para Quem foi Escrito? Para a Igreja primitiva.
Quando? Depois da destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., quando a Igreja experimentava um grande crescimento.
Porque? Os cristãos judeus queriam impor a Lei como a mediadora entre Deus e os homens e, os cristãos gentios, por sua vez, queriam viver sem nenhum tipo de lei, aproveitando-se da sua liberdade em Cristo Jesus para darem vazão às obras da carne.
Para Quê? Para corrigir os erros de ambos os grupos e dar à Igreja uma base teológica consistente para um crescimento sadio.
Assunto Principal: Devido à sua nova natureza, os cristãos afastam as trevas e conservam o padrão moral do ambiente onde estão.
A presença de um único cristão verdadeiro é suficiente para afastar as trevas e conservar a moral do ambiente.
A Igreja tem que fazer diferença!
- Como podem os cristãos corresponder a tão grande desafio?
- Deixando que estas duas magníficas declarações de Jesus se tornem reais em sua vida:

jesus dize em Mateus 5.13-16 "Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há-de salgar? para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo: não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus".

1) O CRISTÃO VERDADEIRO É SAL (vs 13 "Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há-de salgar? para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens". ).
O crente santificado deve possuir a realidade daquilo que professa.
O sal é a influência silenciosa do cristão no seu ambiente. No silêncio...

1.1 – O Sal tempera Os cristãos são o tempero de Deus para que o mundo aprenda a apreciar Seu o amor – II Coríntios 2.14-15. " E, graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta, em todo o lugar, o cheiro do seu conhecimento".
Porque, para Deus, somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem
1.2 – O Sal alimenta O mundo tem fome de Deus. Disse Jesus: “Dai-lhes vós de comer!” Mt 14.16.
1.3 – O Sal conserva A simples presença de um cristão genuíno é suficiente para manter a moral no trabalho, na escola, em casa, etc. A presença da Igreja no país deve ter o mesmo efeito: evitar que os padrões morais se deteriorem.
Duas preocupações devem ter os cristãos: Equilíbrio e Purificação.

a) Equilíbrio: Não salgar demais (tornarem-se intragáveis);
b) Purificação: Não perder o sabor - sob certas circunstâncias (misturas) o sal pode perder o seu sabor. Quando isto acontecia, o sal era jogado na entrada das casas, para ser pisado pelas pessoas (para evitar o barro em dias de chuva). Deixando de funcionar como deve, o cristianismo é pisado pelos homens (repare como a mídia pisa nos cristãos quando eles dão mau testemunho).

Você deve ser sal onde quer que Deus o tenha colocado. Se nós fizermos diferença, haverá tempero, alimento e conservação.
Apelo: Peça ao Senhor equilíbrio e purificação. A Igreja tem que fazer diferença!

2) O CRISTÃO VERDADEIRO É LUZ (vs 14-16 "Vós sois a luz do mundo: não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus". ).
Ao contrário do sal, que age no silêncio, a luz deve ser colocado em lugar alto.
Mas, à semelhança do sal, deve ser útil:

2.1 – A Luz afasta a escuridão (e, junto com ela, o medo) – João 1.5. "E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam".
2.2 – A Luz orienta (especialmente os que ainda estão longe da luz) – Mateus 4.16 " O povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz raiou".
2.3 – A Luz conforta – Salmo 34.5-6. "Olharam para ele, e foram iluminados; e os seus rostos não ficarão confundidos. Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias".

Duas preocupações devem ter os cristãos: Humildade e Retidão.
a) Humildade: A luz principal é Cristo; os cristãos são luzeiros (Filipenses 2.15 "Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus, inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo" ). Nossas obras devem brilhar diante dos homens, mas, em humildade. A luz do cristão permite que o mundo veja suas obras e glorifique a Deus.
b) Perseverança: A luz está ligada à idéia de justiça, retidão. A base da ilustração da luz é o próprio Deus (I João 1.5). Somos luzeiros, isto é, refletimos o caráter de Deus sobre as pessoas ao nosso redor.

Você dever refletir a luz de Deus sobre o mundo. Somente assim as pessoas irão encontrar o Salvador.
Peça ao Senhor humildade e retidão. A Igreja tem que fazer diferença!

Onda há um cristão verdadeiro, o padrão moral é conservado e as trevas são afugentadas. É preciso, tão-somente, deixar que a presença e a luz de Cristo flua em nós.
Clamemos hoje ao Senhor, por nós e por nosso país. Que a Igreja faça diferença, afaste as trevas, abra o “apetite espiritual” das pessoas, conserve alto o padrão moral. Oremos pelo nosso país e pela Igreja.


Que Deus em Cristo nos Abençoe.

Pr. Edmundo

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A CONSCIÊNCIA E A SENSIBILIDADE ESPIRITUAL DA IGREJA

Uma comunidade crista é composta de pessoa morais, cívicas e espirituais, que conscientes, ou melhor, dizendo: que tem noção do que se passa em cada individuo, de suas responsabilidades e atividades; sensíveis, claro e evidente nas suas atuações e ao seu próximo. Somos semelhantes a uma colônia de formigas, que trabalham e desenvolvem juntas para o progresso produtivo e prospero, a fim de que um e todos desfrutem da mesma coisa.

Temos que ter consciência e sensibilidade, a saber:

I. Na adoração

Gn 22.5 “E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós”.
Dn. 3.18 “E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste’.
Mt 15.25 “Então chegou ela,( a mulher Cananéia) e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!
Adoração é o ato de o servo encurvar-se diante do seu senhor e lhe prestar honra, reverencia e respeito. Adoração deve ser a atitude do cristão ao chegar à presença de Deus.

Todo cristão é um sacerdote.
Ap.1.6 “E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém”.
Sem adoração a igreja não recebe a benção de Deus. Zc 14.17 “E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva”.

Adora-se somente em 2 formas:
a) Em Espírito, que é a parte do nosso Espírito com o Espírito de Deus, parte do relacionamento com o divino ou por onde nos comunicamos com Ele.
b) E em Verdade, que a parte humana; que é feita com sinceridade, realidade, ela deve ser viva, e não mecânica, formal, ritual, mas original.
Sl 145.18 “Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em [verdade]”.
Jo 4.23 “Mas a hora vem, e agora é, em que os [verdade]iros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem".

II. No serviço

1. Somos nós por meio de Cristo que realizamos esta obra, somos peças importantíssimas e indispensáveis. 1 Pd 2.5 “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”.
2. São como a nossa mão (atividade, comunhão ajuda) aberta (liberalidade). São como os nossos pés (firmeza) firmados na rocha (estabilidade); colocados num lugar amplo (liberdade). Lavados ou mergulhados em azeite (abundancia); mergulhados em sangue (vitoria).
3. A igreja deve esta atuante, contextualizada e dinâmica no poder do Espírito Santo. At 4.31 “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus!.”
4. Deve ser abençoadora e ministradora. At 2.43,44 “E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum”.
5. Deve ter um crescimento constante. At 2.47 “Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”.

A igreja deve ter um sistema definido: a saber: Conjunto ordenado de meios de ação ou de idéias, tendente a um resultado; plano, método

1) Sistema de apoio emocional. At 2.42 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”.
Koinonia – Gr. Comunhão, que significa: compartilhar a vida junto; em torno de um propósito comum.

Como igreja e comunidade devemos estar unidos neste sentido:
Quando Precisamos ser
Fracassarmos ............................perdoados
Tropeçarmos ............................sustentados
Fomos feridos .............................curados
Presos ........................................libertos
Erramos ....................................corrigidos
Perdidos ..................................direcionados
Com medo ................................protegidos
Rejeitados ...................................aceitos
Odiados ......................................amados

2) Sistema de apoio financeiro. At 4.32-35 “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha”.
2 Co 9.7-10 “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra; Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; A sua justiça permanece para sempre”.
* Ninguém era forçado a dar ou contribuir. Da mesma forma devemos fazer com l * liberalidade, generosidade e compromisso ao nosso Deus;
* É um pacto de Deus com o homem de prosperidade, se o homem for fiel;
* O que contribui é cheio do Espírito Santo e de fé;
* Onde há este apoio não pode haver miséria, ruína e nem desgraça.

3) Sistema de apoio espiritual. At 12.5 “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus”

* Crescimento: familiar, congregacional e pastoral. At 11.19-23 “E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns homens cíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia. O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração”

* Recebe o Espírito Santo.
At 10.44-46 “E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus”.

* Usam e desenvolvem os dons espirituais. 1 Co 12.1-11. 28; 14.1; Ef 4.11-1

Somos responsáveis pro este processo de formatização dos modelos e exercícios espirituais e sociais desta igreja que pertence, em primeiro lugar a Cristo.
Saibamos ter consciência, noção do que se passa em nós, Percepção clara dos fenômenos que nos informam a respeito da nossa própria existência e sensibilidade, a disposição de não só ser dominado pelas impressões, sentimentos, emoções, mas receber impressão por qualquer dos sentidos, principalmento da nossa humanidade espiritual.

um abraço
em Cristo Jesus
Pr. Edmundo