quinta-feira, 6 de maio de 2010

FERIDAS NÃO TRATADAS

“Atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura, que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”. (Hebreus 12. 15)
Quando alguém está prestes a se submeter a uma cirurgia, a pergunta mais comum é: “Doutor! Qual é o risco de infecção hospitalar?”. Um dos maiores temores de uma pessoa que se submete a uma cirurgia não é o procedimento em si, mas o risco de infecção após a cirurgia. Uma ferida que não é tratada rápida e adequadamente pode infeccionar. A infecção pode se espalhar pela corrente sangüínea, enfraquecer o sistema imunológico e causar sérios problemas de saúde. Isto não acontece apenas com as feridas do corpo.

Existem pessoas que sofrem com feridas na alma. Há pessoas que têm feridas emocionais que não foram tratadas. Pessoas que foram feridas por alguém que amava ou confiava; ou por alguém que significava muito para elas. Uma ferida emocional pode infeccionar. E quando isto acontece, a ferida emocional torna-se uma ferida espiritual e o estado da pessoa fica ainda mais grave. Talvez sejamos uma dessas pessoas. Fomos feridos por alguém ou por alguma circunstância. A ferida começou pequena, mas cresceu e se tornou uma infecção. Se não tratarmos esta ferida, ela vai crescer ainda mais. Quanto mais o tempo passa sem tratarmos a ferida, mais a infecção se espalha. O nome desta infecção é amargura.

O texto que nós lemos em Hebreus 12. 15 diz: “Cuidado para que não haja alguma raiz de amargura, que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”.

Feridas abertas e não tratadas são raízes de amargura.O texto diz que a amargura não tratada pode causar sérios problemas:

1) Sua raiz brota e cresce. Ela vai se espalhando como um incêndio na floresta.
2) A raiz de amargura causa perturbação: “vos perturbe”.
3) Contamina muitas pessoas: “muitos sejam contaminados”. Uma ferida emocional não tratada cresce e se transforma em amargura, ressentimento e

- Uma ferida emocional que não foi tratada.
- Infecciona e torna-se uma ferida espiritual.
- Adoece a mente, a alma e o corpo.
- O estado da pessoa fica ainda mais grave.
- Há pessoas que foram feridas por alguém que amavam ou confiavam, ou significava muito para elas. Elas têm raízes de amargura.

A Bíblia diz: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mt 5. 23-24).

“Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só” (Mt 18. 15

Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo... não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo” (Ef 4.25-27).

“Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai a vós” (Cl 3. 13). Em outras palavras... Deus está dizendo:
- Não aceito o culto de um coração magoado”
- Trate logo a ferida
- Não espalhe o veneno da amargura
- Vá à pessoa que te magoou
- Perdoe... Perdoe... Perdoe...

Um professor pediu aos alunos que levassem uma sacola com batatas para a sala de aula. Solicitou que separassem uma batata para cada pessoa que os magoara ou de alguma forma os fizera sofrer. Então escrevessem o nome da pessoa na batata e a colocassem dentro da sacola. Eles começaram a pensar, e foram lembrando uma a uma... Algumas sacolas ficaram muito pesadas! A tarefa seguinte consistia em, durante uma semana, carregar a sacola com as batatas para onde quer que fossem. Com o tempo as batatas foram apodrecendo. Era um incômodo carregar a sacola o tempo todo e ainda sentir seu mau cheiro. Além disso, a preocupação em não esquecer a sacola em algum lugar fazia com que deixassem de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles. E foi assim que os alunos entenderam a lição de que carregar mágoas é tão ruim quanto carregar batatas. Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria.

Perdoar e deixar a mágoa ir embora é “tratar a ferida” é a única forma de trazer de volta a alegria. Jogue fora suas “batatas” e seja feliz!!!

Deus vos abençoe em
Cristo Jesus
Pr. Edmundo

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Os Perigos do Desvio Espiritual



I - E O QUE É A APOSTASIA
O termo apostasia vem da palavra grega apostasia, e significa o abandono consciente e público da fe que, de uma vez por todas, foi confiada aos santos (Jd v.3).
A apostasia destes últimos dias visa atacar, prioritariamente, os seguintes artigos de fé:
1. A soberania de Deus (Jd v.4);
2. A divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo - verdadeiro homem e verdadeiro Deus, e único salvador e redentor da humanidade (At 4.12); e:
3. A realidade de sua vinda (2 Pe 3.1-10).
Através da apostasia, objetiva o Diabo minar a resistência da Igreja, induzindo-a a deixar de ser Reino de Deus para tornar-se uma simples organização religiosa.
Como a seguir veremos, um dos primeiros sintomas da apostasia é a perda do primeiro amor.

II - O ESFRIAMENTO DO AMOR CRISTAO
Das igrejas da Ásia Menor, a de Éfeso era a mais conservadora e ortodoxa. Estava ela tão bem alicerçada teologicamente, que era capaz, inclusive, de diferençar entre um verdadeiro e um falso apóstolo. Não obstante todo esse preparo doutrinário, a igreja dc Éfeso estava a ponto de perder a sua primazia, por haver perdido o seu primeiro amor. Ler Ap 2.1,2.
1. Cristo adverte a sua Igreja. Quão grave é esta advertência de Nosso Senhor: “Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres”! (Ap 2.4,5).
Da reprimenda de Cristo, o que depreendemos? Se a ortodoxia bíblico-teológica não for acompanhada do primeiro amor, nenhuma utilidade terá. Pois a ausência do primeiro amor acabará por lançar a Igreja nas garras do formalismo e, finalmente, da apostasia. No Sermão Profético, Jesus faz- nos outra advertência: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12).
2. Reavivando o primeiro amor. Que a Igreja reavive, urgentemente, o primeiro amor, observando, de forma integral, as exigências da Grande Comissão que nos confiou o Senhor Jesus: evangelizar, fazer missões e discipular (Mt 28.19; At 1.8); mantendo o amor fraternal e devotando a Cristo a mais provada e ardente adoração. Ler Hb 13.1. Menos do que isto é inaceitável! A apostasia desta última hora não haverá de resistir a uma igreja entranhavelmente amorosa, santificada e fundamentada na Palavra de Deus. Você ama a Cristo? Ama as almas perdidas? Ou o seu amor cristão já esfriou?

III - A DOUTRINA DE BALAÃO
A doutrina de Balaão é um outro forte indício da apostasia destes últimos dias. Atenhamo-nos à advertência que o Senhor endereça ao anjo da Igreja de Pérgamo: “Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem” (Ap 2.14).
Não são poucos os mestres que, torcendo as Escrituras e vendendo a alma ao Diabo, tentam introduzir o mundo na Igreja, sob a alegação de que esta não pode viver alheia à modernidade. Ora, ser contemporâneo não significa compactuar com este século; significa, antes de tudo, falar de Cristo, com ousadia e poder, a esta geração. Cuidado! A doutrina de Balaão continua a fazer estragos! Ela quer comprometer a Igreja, impregnando-a com a cultura e com os costumes do mundo (Rm 12.1).

IV - O MISTICISMO HERÉTICO
A apostasia dos últimos tempos vem sendo caracterizada, também, por um misticismo herético e extravagante. Embora pareça espiritual, é extremamente nocivo à Obra de Deus. Assim o Senhor Jesus o desmascara:
“Mas tenho contra ti o tolerares que Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria” (Ap 2.20). Na essência, esta profetisa em nada diferia de Balaão. Seu objetivo era, através de uma postura falsamente piedosa, induzir os crentes a um comportamento abominável. Conclui-se, do texto bíblico, que ela já havia conseguido, inclusive, as rédeas do governo eclesiástico de Pérgamo. Até o anjo da igreja achava-se em suas mãos.
O misticismo herético tem como principais características:
1. Culto aos anjos (Cl 2.18).
2. Falsas profecias (Mt 24.11).
3. Prodígios de origem demoníaca (Mt 24.24).
4. Doutrinas de demônios (1 Tm 4.1;1 Jo 4.1).
Estejamos precavidos! Nem sempre fervor significa espiritualidade. Pode ser forjado, fingido ou meramente emocional. Quando a congregação de Israel apostatou da fé, no deserto, aquele ruidoso movimento até parecia um culto avivado; não passava, todavia, de uma rebelião desenfreada contra o Senhor ( Êx 32.6,18). Assim diz o Espírito Santo por intermédio do salmista: “Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, Senhor, para sempre” (Sl 93.5).

V - A PROSPERIDADE FATAL
A apóstata, rebelde e orgulhosa Laodicéia é um tipo perfeito da Teologia da Prosperidade. No auge de sua riqueza, afirmou o anjo dessa igreja: “Rico sou, e estou enriquecido e de nada tenho falta” (Ap 3.17).
A Teologia da Prosperidade é um arremedo doutrinário. Afronta a simplicidade da Igreja de Cristo e torce, de forma escandalosa, a Bíblia Sagrada. Ensinando os santos a endeusar os bens materiais em detrimento dos eternos, vão os proponentes dessa teologia subsidiando mentiras, enganos, heresias e rebeliões contra o Cordeiro de Deus. Consciente, ou inconsciente- mente, vão dando sustento à estrutura sobre a qual o Anticristo acha- se a construir o seu império. Tal apostasia vem encontrando generosos espaços em alguns púlpitos, produzindo uma geração de crentes cegos, despidos da graça e imperfeitos em suas convicções. Eles supõem, à semelhança dos amigos de Jó, serem os bens materiais a evidência maior da presença de Deus na vida humana.
Os proponentes da Teologia da Prosperidade amam a bênção mais do que ao Abençoador; não têm a fé em Cristo, mas a fé na fé; a mente de Cristo, trocaram-na por um pensamento enganosamente positivo; determinando tudo, acham-se indeterminados em sua esperança. E esperando em Cristo apenas nesta vida, tornam-se os mais desgraçados dos homens (1 Co 15.19).

VI - A APOSTASIA PESSOAL
Hb 3.12 “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo”. A apostasia (gr. apostasia) aparece duas vezes no NT como substantivo (At 21.21; 2Ts 2.3) e, aqui em Hb 3.12, como verbo (gr. aphistemi, traduzido “apartar”). O termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado.
(1) Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé nEle . Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo Espírito Santo (cf. Lc 8.13; Hb 6.4,5); não é simples negação das doutrinas do NT pelos inconversos dentro da igreja visível.
A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si:
(a) a apostasia teológica, i.e., a rejeição de todos os ensinos originais de Cristo e dos apóstolos ou dalguns deles (1Tm 4.1; 2Tm 4.3); e
(b) a apostasia moral, i.e., aquele que era crente deixa de permanecer em Cristo e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade (Is 29.13; Mt 23.25-28; Rm 6.15-23; 8.6-13).

(2) A Bíblia adverte fortemente quanto à possibilidade da apostasia, visando tanto nos alertar do perigo fatal de abandonar nossa união com Cristo, como para nos motivar a perseverar na fé e na obediência. O propósito divino desses trechos bíblicos de advertência não deve ser enfraquecido pela idéia que afirma: “as advertências sobre a apostasia são reais, mas a sua possibilidade, não”. Antes, devemos entender que essas advertências são como uma realidade possível durante o nosso viver aqui, e devemos considerá-las um alerta, se quisermos alcançar a salvação final.
Alguns dos muitos trechos do NT que contêm advertências são: Mt 24.4,5,11-13; = Jo 15.1-6; = At 11.21-23; = 14.21,22; = 1Co 15.1,2; = Cl 1.21-23; = 1Tm 4.1,16; = 6.10-12; = 2Tm 4.2-5; = Hb 2.1-3; = 3.6-8,12-14; = 6.4-6; = Tg 5.19,20; = 2 Pe 1.8-11; = 1Jo 2.23-25.

(3) Exemplos da apostasia propriamente dita acham-se em Êx 32; = 2Rs 17.7-23; = Sl 106; = Is 1.2-4; = Jr 2.1-9; = At 1.25; = Gl 5.4; = 1Tm 1.18-20; = 2Pe 2.1,15,20-22; = Jd 4,11-13; ver o estudo O PERÍODO DO ANTICRISTO, para comentários sobre a apostasia que, segundo a Bíblia, ocorrerá dentro da igreja professa nos últimos dias desta era.

(4) Os passos que levam à apostasia são:
(a) O crente, por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de Deus (Mc 1.15; Lc 8.13; Jo 5.44,47; 8.46).
(b) Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino celestial de Deus, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de Deus através de Cristo (4.16; 7.19,25; 11.6).
(c) Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante do pecado na sua própria vida (1Co 6.9,10; Ef 5.5; Hb 3.13). Já não ama a retidão nem odeia a iniqüidade (ver 1.9 nota)
(d) Por causa da dureza do seu coração (3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de Deus (v. 10), não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo (Ef 4.30; 1Ts 5.19-22; Hb 3.7-11).
(e) O Espírito Santo se entristece (Ef 4.30; cf. Hb 3.7,8); seu fogo se extingue (1Ts 5.19) e seu templo é profanado (1Co 3.16). Finalmente, Ele afasta-se daquele que antes era crente (Jz 16.20; Sl 51.11; Rm 8.13; 1Co 3.16,17; Hb 3.14).

(5) Se a apostasia continua sem refreio, o indivíduo pode, finalmente, chegar ao ponto em que não seja possível um recomeço.
(a) Isto é, a pessoa que no passado teve uma experiência de salvação com Cristo, mas que deliberada e continuamente endurece seu coração para não atender à voz do Espírito Santo (3.7-19), continua a pecar intencionalmente (10.26) e se recusa a arrepender-se e voltar para Deus, pode chegar a um ponto sem retorno em que não há mais possibilidade de arrependimento e de salvação (6.4-6; = Dt 29.18-21 nota; 1 Sm 2.25 nota; = Pv 29.1 nota).
Há um limite para a paciência de Deus (ver 1 Sm 3.11-14; = Mt 12.31,32; = 2 Ts 2.9-11; = Hb 10.26-29,31; = 1 Jo 5.16)
(b) Esse ponto de onde não há retorno, não se pode definir de antemão. Logo, a única salvaguarda contra o perigo de apostasia extrema está na admoestação do Espírito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações ( 3.7,8,15; 4.7).

(6) É próprio salientar que, embora a apostasia seja um perigo para todos os que vão se desviando da fé (2.1-3) e que se apartam de Deus (6.6), ela não se consuma sem o constante e deliberado pecar contra a voz do Espírito Santo (ver Mt 12.31, nota sobre o pecado contra o Espírito Santo).

(7) Aqueles que, por terem um coração incrédulo, se afastam de Deus (3.12), podem pensar que ainda são verdadeiros crentes, mas sua indiferença para com as exigências de Cristo e do Espírito Santo e para com as advertências das Escrituras indicam o contrário. Uma vez que alguém pode enganar-se a si mesmo, Paulo exorta todos aqueles que afirmam ser salvos:
“Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos” (ver 2 Co 13.5 nota).

(8) Quem, sinceramente, preocupa-se com sua condição espiritual e sente no seu coração o desejo de voltar-se arrependido para Deus, tem nisso uma clara evidência de que não cometeu a apostasia imperdoável. As Escrituras afirmam com clareza que Deus não quer que ninguém pereça (2 Pe 3.9; cf. Is 1.18,19; 55.6,7) e declaram que Deus receberá todos que já desfrutaram da graça salvadora, se arrependidos, voltarem a Ele (cf. Gl 5.4 com 4.19; = 1 Co 5.1-5 com 2 Co 2.5-11; = Lc 15.11-24; = Rm 11.20-23; = Tg 5.19,20; = Ap 3.14-20; note o exemplo de Pedro, Mt 16.16; = 26.74,75; = Jo 21.15-22).

VII - DESCRIÇÃO DOS LÍDERES APÓSTATAS:
- Jd 3-19 - O tom da carta de Judas é polêmico, pois ele repreende os falsos mestres apóstatas que enganam crentes instáveis e corrompem a mesa do Senhor.
- Judas estava preocupado com o fato de os cristãos poderem afastar-se da verdade por causa dos mestres enganadores de falsas doutrinas, ou seja, aqueles que, embora tendo negado a fé, ficaram ainda como membros da Igreja - Jd 4.
- Neste livro, encontramos as CARACTERÍSTICAS DOS APÓSTATAS:
- (1) Tem a carne contaminada (prostituição) - Jd 7
- (2) Rejeitam a dominação (não aceitam governo na Igreja) - Jd 8
- (3) Não tem temor (pecam voluntariamente) - Jd 10
- (4) Tipificam três personagens perigosos:
- (4.1) Caim (homicida - I Jo 3:15);
- (4.2) Balaão (o que põe tropeços para os filhos de Deus, ensinando a prostituição); e
- (4.3) Coré (o que se rebela contra a liderança colocada por Deus) - Jd 11
- (5) Não gostam de Pastor; apascentam-se a si mesmos; são nuvens sem águas (espiritualmente artificiais); são árvores murchas (não dão frutos) - Jd 12;
- (6) São ondas bravias do mar, que espumam suas próprias sujidades; estrelas errantes - Jd 13
- (7) São murmuradores; descontentes; andam segundo as suas paixões; suas bocas vivem propalando grandes arrogâncias e são oduladores dos outros, por motivos interesseiros - Jd 16

VIII - PASSOS QUE LEVAM À APOSTASIA:
- O crente, por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de Deus (Mc 1:15; Lc 8:13; Jo 5:44, 47; 8:46)
- Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino celestial, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se do Senhor através de Cristo (Hb 4:16; 7:19, 25; 11:6)
- Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante: não ama a retidão, nem odeia a iniquidade (I Cor 6:9-10; Ef 5:5; Hb 1:9; 3:13)
- Por causa da dureza do seu coração e da sua rejeição dos caminhos de Deus, o servo do Senhor não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo. Como resultado, entristece-O, extingue o Seu fogo e profana o Seu templo (Hb 3:8, 10, 13; Ef 4:30 I Ts 5:19-22; Hb 3:7-11; I Cor 3:16)
- Finalmente, o Espírito Santo se afasta daquele que antes era um servo de Deus (Jz 16:20; Sl 51:11; Rm 8:13; I Cor 3:16-17; Hb 3:14)

XI - EXORTAÇÕES EM VISTA DA APOSTASIA FUTURA:
- (1) Devemos evitar os falsos mestres apóstatas, porque:
- (1.1) Já surgiu uma vã profissão de religião, combinando a completa falta de poder com um nível baixo de moralidade (II Tm 3:1-5)
- (1.2) Os ministros desta religião caracterizam-se por sua falta de princípios e oposição à verdade (II Tm 3:6-9)
- (2) Devemos permanecer fiéis às nossas convicções, recordando-nos:
- (2.1) Da lição de que o sofrimento faz parte da vida do cristão neste mundo (II Tm 3:11-13)
- (2.2) Das lições aprendidas da vida santa de um servo de Deus (II Tm 3:10, 14)
- (2.3) Das lições que aprendemos das Santas Escrituras (II Tm 3:16-17)
- (3) Devemos cumprir inteiramente o nosso dever de evangelizar, pregando a Palavra com infatigável paciência, adaptando o seu ensino a qualquer capacidade, pregando, exortando e reprovando, pareçam as oportunidades favoráveis ou não (II Tm 4:1-2). E isso devemos fazer por dois motivos:
- (3.1) O povo tem-se tornado impaciente a respeito da doutrina sã e a tem rejeitado (II Tm 4:3-4)
- (3.2) O nosso ministério se findará. Logo, devemos confiar em que outro continuará a obra do Senhor tanto quanto possível (II Tm 4:5-6)


Que Deus tenha Miseicordia de todos
um abraço
Pr. Edmundo

quarta-feira, 3 de março de 2010

A Secularização da Igreja


A identidade cristã é um conjunto de caracteres próprios e exclusivos, fundamentados nas Escrituras e nos bons costumes que identificam o cristão como discípulo de Cristo e fiel membro da comunidade dos santos (Gl 5.22). A identidade cristã, por sua vez, opõe-se ao secularismo hodierno. Nesta lição trataremos a respeito da conceituação e definição de secularismo e secularização, bem como dos aspectos históricos e teológicos relacionados ao tema.

I. Definição
1.1. Etimologia:

O termo “secular” e seus cognatos, procedem do substantivo latino saecŭlum e secŭlum, definidos literalmente como “espaço longo de tempo”, “cem anos”, “tempo em que se vive”, “época”, “vida mundana”, “mundo”, “mundo profano”. O adjetivo latino saeculāris, significa “secular”, “pertencente ao século”. Desta palavra se derivam os vocábulos “secular”, “secularização”, “secularismo”.
O correspondente aos termos saecŭlum ou saeculāris no grego neotestamentário é aiōn (ou aiōnos) traduzido em diversos textos por “tempo muito longo”, “era”, “século”, “século ou era presente”, “mundo” (Cf. Mt 12.32; 13.22; Lc 1.70; 16.8; Jo 6.51, 58; 9.32; Rm 16.27; Hb 13.21).

1.2. Conceituação:

O termo secularização é de significado elástico e abrangente e, de acordo com as circunstâncias, pode ser aplicado em diversos contextos.


a) Fenômeno da Modernização. É possível falar de secularização como um fenômeno da modernização, em que o antigo – antiquado –, é substituído pelo novo – modernidade. Secularização, portanto, é um movimento de atualização ou de contextualização com uma época. Neste sentido, o “velho” é atualizado, ou substituído pelo novo. Há uma mudança de direção, ou ruptura com o antigo rumo.


b) Fenômeno Histórico. Secularização também pode representar o fenômeno histórico dos últimos séculos, pelo qual as crenças e instituições religiosas se converteram em doutrinas filosóficas e instituições leigas. Isto significa uma profunda mudança nos objetivos e projetos das instituições religiosas em que esta se torna uma instituição laica e os oficiais religiosos em autoridade leiga.


c) Processo Histórico. Podemos entender a secularização, como o processo histórico pelo qual os bens eclesiásticos e as atribuições políticas do clero são transferidos para as autoridades leigas. Esse processo ocorreu principalmente nas monarquias absolutistas após a Reforma Protestante na Alemanha, Inglaterra e Escandinávia. Nestes locais, muitas propriedades eclesiásticas foram confiscadas – mosteiros se transformaram em colégios e igrejas em principados leigos. A igreja, portanto, passa a ser uma instituição subordinada ao Estado. O decreto imperial na Alemanha, por exemplo, em 1803 confiscou cerca de 22 bispados, 80 abadias e 200 mosteiros.
Um aspecto emblemático, que muito ilustra esse processo de secularização histórica, pode ser observado na transferência do registro civil e dos cemitérios de posse da igreja para o poder público.
Uma das negociações mais singulares desse processo histórico ocorreu entre os dias de 15 de maio a 24 de outubro de 1648. Neste período, nas cidades alemães de Münster e Osnabrück, foi assinado um grande tratado de paz (a Paz de Westfália) que pôs fim a desastrosa Guerra dos Trinta Anos – guerra sanguinária entre católicos e protestantes (luteranos e calvinistas). Este tratado, entre muitas leis, assinalou que um reino tem interesses que o colocam acima das motivações religiosas e a autoridade do papado para intervir nos assuntos internos dos reinos, foi substituída pelo conceito de soberania de estado.


d) Conceito Religioso. A secularização, entendida como teoria humanista pós-moderna (secularismo), é muito mais do que o comportamento e o pensamento do mundo de nosso tempo. Trata-se do modo de viver deste mundo, que além de não comungar com os interesses espirituais do Reino de Deus, opõe-se radicalmente a ele.
O secularismo, como afirma o dicionário Houaiss, é o “regime laico, secular; exclusão, rejeição ou indiferença à religião e a ponderações teológicas”. Cabe aqui afirmar, que não se trata apenas de “indiferença à religião e a ponderações teológicas”, mas em completa ruptura e oposição a estes. Como indiferença, o secularismo classifica a religião e seus dogmas como temas idiossincráticos ou particulares, sem interesses reais para a sociedade.
A crença é assunto pessoal de cada um, portanto, o Estado não interfere na crença do indivíduo, mas a doutrina religiosa deste, não deve interferir nos assuntos daquele.
Neste aspecto, a secularização é um fenômeno próprio da modernidade. De acordo com Champlim, G.H. Holyoake (1818-1906), foi o primeiro a usar o termo “secularização” como referência a toda atitude anti-religiosa.
Se considerarmos o profeta Daniel e a Babilônia de seu tempo como exemplos, descobriríamos que o Estado interferia rigorosamente na crença de seus cidadãos.
Não apenas a Babilônia, mas provavelmente em todos os reinos da geografia bíblica, não existia qualquer distinção entre assuntos do Estado e assuntos religiosos. Pelo contrário, Estado e Religião se confundiam, estavam intrinsecamente unidos.
No entanto, os interesses religiosos e políticos sempre estiveram em busca do enlace e do divórcio, de modo que a ruptura entre ambos só é plenamente inteligível se considerarmos todos os contextos.
A dificuldade parece ser insuperável, uma vez que o indivíduo não é uma tabula rasa (tábua ou folha em branco), e não se despe de suas crenças religiosas como se estivesse trocando de roupa. Não é possível pedir que o sujeito tenha dois comportamentos – um secular e outro religioso –, pois isto é contrário à própria cidadania e ao ser religioso. A pessoa não pode negar o que é em razão de estar fora dos umbrais da igreja – muito pelo contrário.
A igreja recomenda que os cristãos participem na vida pública como cidadãos, mas que não abandonem a consciência e os valores cristãos.


f) Teologia da Secularização. O desenvolvimento da Teologia da Secularização, deve-se ao teólogo alemão e discípulo de von Harnarck, Friedrich Gogarten (1887-1967). Gogarten distinguia entre “secularização” e “secularismo”. Para o teólogo, a secularização é necessária e legitima a fé cristã, enquanto o secularismo é a degeneração da secularização.

Gibellini, define o conceito de secularização de Gogarten como “um processo histórico de profunda transformação do homem e do mundo, da forma como o homem se relaciona consigo mesmo e com o mundo” (A Teologia do Século XX, Loyola, 1998, p. 128).

O conceito de Gogarten admite positivamente a desmitologização de R. Bultmann, considerando-a como um método hermenêutico apropriado para que o homem moderno compreenda a mensagem salvífica do Novo Testamento. Gogarten aderiu ao movimento religioso dos Cristãos Alemães que apoiavam a Hitler, por considerar, de início, que se tratava de uma forma de autoridade legítima. No entanto, depois de observar que o movimento estava abandonando os fundamentos bíblicos, escreveu um documento de protesto e desvinculou-se do movimento.

g) Secularismo Eclesiástico Moderno. A religião cristã está passando por um profundo processo de secularização. A competição entre as denominações evangélicas à procura de novos fiéis, nem que para isso seja necessário o emprego de estratégias mercadológicas, de marketing e dos recursos da indústria cultural, assinalam a secularização da igreja hodierna. Mas o processo de secularização da igreja, entendida também como modernização de suas estratégias evangelísticas, que muitas vezes contestam a própria práxis evangélica, não é nada novo.
Atualmente podem ser detectados três fortes movimentos que convivem, disputam e dialogam entre si no contexto da religião brasileira:
 a explosão do fenômeno religioso;
 a desconfiança na instituição religiosa;
 e a secularização da igreja.

A explosão do fenômeno religioso Este é conseqüência da difusão do sagrado. O aumento das denominações evangélicas, das seitas cristãs, das religiões orientais, da ufologia mística etc., comprova o fato. O sagrado está tão difuso que o cidadão comum não consegue diferençar a verdadeira religiosidade da falsa. É possível ouvir os jargões dos movimentos pentecostais sendo pronunciados por apresentadores (as) da mídia eletrônica; camisetas estampadas com dizeres evangélicos (mesmo que o fabricante e o portador não o sejam); músicas cristãs mixadas com ritmos dançantes; igrejas que se transformam em salões dançantes e cujas programações destinadas à juventude se confundem com funk, hip hop, New Wave, entre outros.
A desconfiança na instituição religiosa Trata-se de uma resposta racionalista às contradições do fenômeno religioso. Argumentam que as pessoas acreditam mais nos cartomantes, nos duendes, nas benzedeiras do que nos cientistas.
É uma conseqüência da explosão do fenômeno religioso.
A secularização da igreja É uma vulgarização da fé que favorece a dessacralização do sagrado e usa a indústria cultural como veículo para propagar um evangelho sem Cristo e um cristianismo sem a ética bíblica.

Professor, quem estuda o que a Escritura afirma a respeito do relacionamento da Igreja com Cristo expresso no simbolismo do matrimônio, sabe que uma igreja secularizada é uma noiva infiel ao seu noivo (Ef 5.22-32).

A doutrina cristã não interfere na moral e ética do crente nominal. A doutrina cristã interfere na vida pessoal, ética e moral do crente. Aplicar os princípios bíblicos ao cotidiano.
A obrigação religiosa é mais importante do que a prática da piedade cristã. A piedade cristã é mais importante do que as obrigações religiosas. Priorizar a essência em vez da aparência.
As reuniões cristãs são mero entretenimento religioso. As reuniões cristãs são momentos especiais de adoração ao Deus Vivo. Exaltar a Deus em vez dos homens.
A liturgia abandona a simplicidade cristã pelos shows pirotécnicos. A presença do Espírito Santo é mais importante do que os aparatos litúrgicos. Enfatizar a ação do Espírito em vez da técnica.
Dessacralização do templo, dos ritos e símbolos cristãos e a perda da reverência cristã no culto. O templo, os ritos e símbolos cristãos são sagrados pois testificam da presença de Deus entre o seu povo. Privilegia o sacro. Reverenciar o que é santo.
Pregações motivacionais que incentivam a riqueza, o luxo e priorizam o status social. A pregação é cristocêntrica e incentiva o Reino de Deus em vez do reino deste mundo. Distinguir a palavra profética da motivacional.
O relaxamento dos valores morais cristãos. Os valores morais, pautados na Bíblia, são preservados e admitidos como norma e conduta dos santos. Preservar os valores morais da Bíblia.

II. Secularização em dois contextos
a) Histórico-cultural:
Embora o termo “secularização” seja empregado em diversos sentidos, interessa-nos, neste momento, duas abordagens específicas. A primeira, de caráter histórico e cultural, que se inicia quando a sociedade do final do século XIX e início do século XX exige a ruptura definitiva com a instituição eclesiástica.
Era um movimento de ruptura que buscava a emancipação da cultura, política e filosofia da tutela da religião cristã. Alguns filósofos chamaram esse período de “desencanto do mundo”. Nesse contexto, a secularização era entendida como uma ruptura entre a sociedade e a igreja, entre o secular e o sagrado. Estava, portanto, reafirmado o distanciamento entre a sociedade secular e a igreja, entre o Estado e o cristianismo.


b) Cristãos Alemães: A segunda, está relacionada ao movimento dos Cristãos Alemães (Deutsche Cristen), fundado na Turíngia em 1927. A fim de secularizar a igreja e popularizar o cristianismo na Alemanha, A Igreja Evangélica Alemã aliou-se ao nacional-socialismo (nazismo), vindo apoiar a Adolf Hitler quando este subiu ao poder em 30 de janeiro de 1933. Nesse período, as suásticas compartilhavam do altar ao lado da cruz, e os cristãos seculares viram Hitler como um profeta para restaurar o cristianismo e a religiosidade do povo alemão. Os cânticos cristãos faziam referências ao “Chanceler (Hitler) que vela pela Alemanha, noite e dia, sempre a pensar em nós”. Um dos líderes do movimento, Dr. Reinhold Krause, propôs a eliminação do Antigo Testamento, da moral judaica e a exclusão dos ensinos do rabino Paulo do Novo Testamento, pois não estavam de acordo com os novos padrões culturais e políticos da época. No entanto, um dos opositores ao nazismo e ao movimento iniciado pela Igreja Evangélica Alemã, pastor Dietrich Bonhoeffer, antes de ser enforcado, exortou as igrejas à não se renderem aos ídolos do mundo moderno.
Nesta conjuntura, podemos entender a “secularização” como um movimento cristão que procurava cristianizar a sociedade mediante a união entre a igreja e o Estado, valendo-se para isto, dos princípios éticos e morais da sociedade. Enquanto o movimento do século XIX procurava afastar a igreja do Estado, a Igreja Alemã tencionava incorporar ao Estado a religião, mas seguindo os fundamentos da sociedade em vez dos bíblicos.


muito cuidado........

fique com a Palavra de Deus.......

um abraço em Cristo

Pr. Edmundo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A NECESSIDADE DE SER LIBERTO...

A palavra LIBERTAÇÃO vem do grego “sotero“ e significa “livramento, salvação”. Em João 10:10, a palavra do Senhor diz que: “ O ladrão (diabo) veio para matar, roubar e destruir”, mas Jesus, o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores, o Alfa, o Omega, o Todo Poderoso, o Majestoso, o Cordeiro de Deus, o Príncipe da Paz, veio para SALVAR, LIBERTAR e RESTAURAR. As obras de Jesus e do Diabo são obras antagônicas. JESUS... DIABO SALVAR MATAR LIBERTAR ROUBAR RESTAURAR DESTRUIR
O objetivo de satanás na terra é o de matar, roubar e destruir as pessoas. Ele é perspicaz, inteligente, conhecedor da Palavra de Deus, usa e usará de todas as estratégias malignas para impedir que as pessoas sejam salvas, libertas e restauradas.

Quem Precisa de Libertação?
Todos, seria a resposta mais correta, porque a Palavra de Deus diz em I João 1:8-10: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.”
E completa em I João 3:8-9 “Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado, porque a sua semente permanece nele e não pode pecar porque é nascido de Deus”
Se partirmos do princípio de que todo homem à partir da queda original carrega a natureza adâmica, por isso é propenso ao mal, já seria o suficiente para dizer que ele necessita ser liberto, porque o pecado nos traz cativos ao diabo.


Existem três níveis de libertação:


1. Libertação do nosso espírito no momento em que nascemos de novo (só feita pelo Espírito Santo) – ver Efésios 2:1-3 “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também”.
João 3:3,5-6 “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”

2. Libertação da alma – Hebreus 12;1 “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta” I Coríntios 10:4-5 “E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto”

3. Libertação de enfermidade física – Lucas 13:10-17
“E ensinava no sábado, numa das sinagogas. E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; e andava curvada, e não podia de modo algum endireitar-se E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade E pôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou, e glorificava a Deus”.

“A cruz é o centro de tudo. Também nela, Cristo levou todas as maldições: "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: ´Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro ”. (Gálatas 3:13). Se o texto em apreço está claro, quando diz que Cristo se fez maldição em nosso lugar, porque tratamos do tema: “quebra de maldições”? Para responder a esta pergunta, temos que considerar que há duas formas através das quais as pessoas concebem a cruz de Cristo.


Um primeiro grupo tem uma visão imediatista: aceita que a obra de Cristo na cruz é plena e suficiente, e que, assim que o ímpio se entrega a Cristo, automaticamente passa a experimentar por completo toda a provisão do Calvário. Este grupo aceita que todo o conteúdo e todas as promessas da cruz são automaticamente imputados sobre o crente no momento da conversão.

Um outro grupo tem a visão apropriativa (processual): Este grupo também aceita que toda a obra do Calvário é plena e suficiente, mas descrê sobre o fato de que o crente no momento em que aceitou a Cristo passe a experimentar concretamente toda provisão e promessas contidas na cruz. Crê que no momento da conversão o neoconverso passa a experimentar a provisão de Cristo na cruz, mas não de forma plena. O estudo da Palavra e a apropriação das promessas serão fundamentais no processo de experimentação da obra vicária de Cristo. Eu particularmente, tenho seguido a “visão apropriativa da cruz”. Os pecados da humanidade já foram levados para a cruz, mas o homem precisa apropriar-se disso (confessando) para ser perdoado. Nossas enfermidades já foram levadas na cruz, mas precisamos nos apropriar disso. Da mesma forma as maldições. Cristo já as levou na cruz e necessitamos nos apropriar disso. Essa tomada de posse é chamada por Derek Prince de “transitar do legal para o experimental”. O fato é que muitos crentes estão na mais completa ignorância quanto ao que Cristo fez por eles na cruz. Cristo levou seus pecados, mas vivem solapados pela culpa. Já levou suas enfermidades, e seus corpos estão sendo constantemente assediados por doenças diversas. No que tange à maldição, a mesma coisa. O profeta disse: Portanto, o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento (Isaias 5:13). Prince diz ainda: “Se nós permanecermos ignorantes, será nosso o custo. Perderemos muito de toda a provisão que Deus nos oferece através do sacrifício da morte de Jesus na cruz”. A ignorância nos fará pagar um alto preço, já que Deus nos faz responsáveis por tudo aquilo que deixou escrito em sua Palavra. Quantas vezes o diabo tem nos impedido de enxergarmos as promessas de Deus para nós, e passamos a viver como miseráveis! O apóstolo Paulo escreveu: “Bendito o Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo”.(Efésios 1:3). O texto está claro: Deus nos abençoou com todas as bênçãos. Fico a pensar se pelo menos uma boa parte dos crentes espalhados pelo mundo tem ao menos 50% dessas bênçãos. É bem provável que não. Mas, qual é o problema? O problema é que o apóstolo diz que as bênçãos estão nos lugares celestiais. É necessário que aprendamos meios eficazes dentro da Palavra de Deus, para transportarmos o que é nosso dos lugares celestiais para o mundo material. A confissão apropriativa é com certeza um das formas que Deus providenciou para isso, para experimentarmos em nossa vida os benefícios que foram alcançados para nós. O reformador francês, João Calvino, parece ter a mesma opinião quanto à necessidade da apropriação das promessas: “Já salientei que Cristo não deixou inacabada nenhuma parte da obra da nossa salvação; mas não devemos inferir disso que já possuímos todos os benefícios obtidos por ele para nós, pois... com verdade: “... em esperança, somos salvos “ (Rm 8:32), “ ainda não se manifestou o que haveremos de ser” (I João 3:2). Nesta vida atual desfrutamos de Cristo à medida em que o abracemos por meio das promessas.”

O Que Determina a Necessidade de Libertação ?

Para sabermos o que determinará a necessidade de passarmos por um processo de libertação, devemos considerar as seguintes questões:
• Discernimento de Deus.
• Pessoas que vieram e viveram na doutrinas de engano e da mentira.
• Pessoas que tiveram profundo envolvimento com sexo ilícito.
• Persistência deliberada na prática de um determinado pecado.
• Compulsão.
• Traumas e complexos dos mais diversos.
• Vítimas de obras malignas.
• Ancestrais profundamente envolvidos no pecado.
• Pessoas consagradas a demônios desde crianças.
• Pessoas que voluntária ou involuntariamente foram incorporadas por espíritos malignos.
• Pessoas que possuem um grande número de sintomas de opressão

Espero em Cristo que Deus possa nos libertar de todas essas coisas.....


Um abraço


Pr. Edmundo

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

NATAL...QUAL É O SEU SIGNIFICADO?

O Natal surge como o aniversário do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus, sendo atualmente uma das festas católicas mais importantes.
Inicialmente, a Igreja Católica não comemorava o Natal. Foi em meados do século IV d.C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o Papa Júlio I fixado a data no dia 25 de Dezembro, já que se desconhece a verdadeira data do Seu nascimento.

Uma das explicações para a escolha do dia 25 de Dezembro como sendo o dia de Natal prende-se como fato de esta data coincidir com a Saturnália dos romanos e com as festas germânicas e célticas do Solstício de Inverno, sendo todas estas festividades pagãs, a Igreja viu aqui uma oportunidade de cristianizar a data, colocando em segundo plano a sua conotação pagã. Algumas zonas optaram por festejar o acontecimento em 6 de Janeiro, contudo, gradualmente esta data foi sendo associada à chegada dos Reis Magos e não ao nascimento de Jesus Cristo.

O Natal é, assim, dedicado pelos cristãos a Cristo, que é o verdadeiro Sol de Justiça (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16), e transformou-se numa das festividades centrais da Igreja, equiparada desde cedo à Páscoa.
Apesar de ser uma festa cristã, o Natal, com o passar do tempo, converteu-se numa festa familiar com tradições pagãs, em parte germânicas e em parte romanas.

Sob influência franciscana, espalhou-se, a partir de 1233, o costume de, em toda a cristandade, se construírem presépios, já que estes reconstituíam a cena do nascimento de Jesus. A árvore de Natal surge no século XVI, sendo enfeitada com luzes símbolo de Cristo, Luz do Mundo. Uma outra tradição de Natal é a troca de presentes, que são dados pelo Pai Natal ou pelo Menino Jesus, dependendo da tradição de cada país.
Apesar de todas estas tradições serem importantes (o Natal já nem pareceria Natal se não as cumpríssemos), a verdade é que não nos podemos esquecer que o verdadeiro significado de Natal prende-se com o nascimento de Cristo, que veio ao Mundo com um único propósito: o de justificar os nossos pecados através da sua própria morte. Nesses tempos, sempre que alguém pecava e desejava obter o perdão divino, oferecia um cordeiro em forma de sacrifício. Então, Deus enviou Jesus Cristo que, como um cordeiro sem pecados, veio ao mundo para limpar os pecados de toda a Humanidade através da Sua morte, para que um dia possamos alcançar a vida eterna, por intermédio Dele, Cristo, Filho de Deus.

O Natal não se resume a bonitas decorações e a presentes, pois a sua essência é o festejo do nascimento Daquele que deu a Sua vida por nós, Jesus Cristo.

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai." (João 1:14)

Em toda parte em Belém, os pastores cuidavam de seus rebanhos. De repente, um anjo de Deus apareceu. O anjo disse:
"Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em faixas, e deitado em uma manjedoura. Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade." (Lucas 2:10-12)

O grande amor de Deus pela humanidade manifestou-se através do nascimento de Seu filho. A promessa por que se esperou tanto tempo da vinda do Salvador realizou-se.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele." (João 3:16-17)

O filho divino de Deus era a única pessoa que poderia salvar o mundo. O preço da redenção foi Seu sangue. Ele pagou o preço sobre a cruz no Calvário quando foi crucificado. Ele conquistou a morte quando ressuscitou. Sua ressurreição é celebrada a cada ano na Páscoa.
"Não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção." (Hebreus 9:12) .
se voce quer saber mais sobre os natal, acesse:

Que este natal seja diferente para a sua vida.
um abraço.
Pr. Edmundo

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Teologia do Triunfo ou do triunfalismo?

E começou a experimentar pavor e angústia. E lhes disse: Minha alma está triste a ponto de morrer [...] Abba! Pai, tudo te é possível, afasta de mim essa taça! Entretanto não o que eu quero, mas, o que Tu queres!”. Marcos 14: 33b, 34 e 36
O Triunfalismo é um dos principais ramos dos ensinos da Teologia da Prosperidade. O fundamento teológico de tal ensino, portanto, encontra-se nas mesmas fontes do Movimento da Fé. Há duas realidades concernentes o triunfalismo que precisam ser destacadas. A primeira, de caráter sociológico, diz respeito ao atual contexto sócio-financeiro do povo brasileiro e ao espírito consumista alimentado pela mídia. Os líderes triunfalistas abusam dessa realidade social a ponto de não prometerem apenas o necessário, mais o luxo, o sobressalente, o espetacular.
A segunda, está relacionada à teologia e a falsa concepção de espiritualidade. Ensinam os homens a se aproximarem de Deus pelo que Ele concede e não pelo que Ele é. A bênção, para eles, é muito mais importante do que o Abençoador. Acrescente o fato de que é enfatizado ao crente o seu direito como filho de Deus, enquanto as suas obrigações morais, exigidos pela nova filiação divina, são omitidas.
Dificilmente você vai ligar seu televisor em qualquer programa de exibição de conteúdo gospel e ouvirá pregações temáticas, textuais ou expositivas com a ênfase que foi dada ao versículo acima.
Tampouco, alguém fará um apelo às possibilidades de perdas, à vida simples ou à abnegação genuína dos seus bens sem que seu dinheiro seja moeda de troca com “bênçãos que Deus têm para você”. Aliás, desconsidere que o Cristo não tinha bens e posses, e que não tinha “sequer onde reclinar sua cabeça” (Lucas 9:58). Muito menos que uma vida assim é passível de felicidade e alegria!
Não me lembro da última vez que vi e ouvi na TV – se é que já houve alguma vez – em que um pregador – seja ele pastor, evangelista, bispo, apóstolo, ou como está agora “na moda” dizer: “pai-póstolo”–, que Jesus nasceu num berço de palhas, envolto em faixas e hospedado no “Hilton Palace Estrebaria”, mas, que isto haveria por ser um sinal (Lucas 2:12). Talvez tenha até ouvido, mas, não sem ter presenciado uma exegese do texto totalmente deturpada e adequado seu conteúdo hermenêutico ao contexto para pretexto e acomodada aos seus gostos.
Incomoda-me o estardalhaço suntuoso com que os ditos pregadores se alteram em suas oratórias inflamadas afirmando que as provas e insucessos, o momento triste pela reprovação no concurso, o filho febril, a decepção com o namoro rompido e o casamento em crise e tantos outros percalços da vida são sinais “da vida sem a benção”, ou que é a paga por estarem fora da daquilo que eles chamam de “visão”. Alguns até se esquecem que Jesus disse: “Nesse mundo experimentareis a aflição, mas, tende confiança, eu venci o mundo” (João 16:33b).
O tema do sermão do último Domingo foi: “Sucesso ou triunfo?”. A igreja deve se lembrar da perspectiva dessa abordagem na qual expusemos logo na introdução a diferença entre uma teologia do Triunfo contra a heresia diabólico-mundana do triunfalismo.
Durante a mensagem, no culto, enfatizamos partes do filme “Desafiando Gigantes”. Achei valioso e edificante o filme, pois, aborda estórias de vitórias (isso mesmo, conquanto seja um filme, representa a realidade de muitas vidas que se renderam ao senhorio de Cristo Jesus), mas, que não se rendeu à mensagem apelativa do triunfalismo. Em seu conteúdo não encontramos uma produção que vendeu a imagem de um evangelho barateado, nem do discurso de uma prosperidade de permuta, beirando a conchavos mágicos com Deus.
Meditando sobre o tema – triunfo X triunfalismo –, lembrei-me de um texto muito rico e oportuno e que não poderia deixar de compartilhar com minhas ovelhas. O Ev. Luiz Henrique de Almeida e Silva, um dos escritores-colaboradores das Revistas de Escola Dominical da CPAD que afirma em sua reflexão:
“O triunfalismo nada mais é que o principal produto da famigerada Teologia da Prosperidade, a qual acrescento o ‘Material’, ficando assim: Teologia da Prosperidade Material (ou TPM dos crentes...). É um tal de não aceito isso, não aceito aquilo outro, doente não posso ficar, miséria não é pra mim e por aí vai... A aceitação, ou melhor, a proclamação da Teologia da Prosperidade foi a institucionalização da arrogância entre os crentes. Por que essa ‘nova revelação’ não surgiu na época da igreja primitiva?[grifo nosso] Seria muito útil lá, afinal a perseguição era terrível e cruel. Ser cristão naquela época era quase que ser considerado terrorista da Al Qaeda nos dias de hoje. Mas os intentos de Satanás foram frustrados, visto que para cada cristão que morria surgiam dez em seu lugar! Parecia que era fertilizante e não sangue que corria em suas veias. Cada gota de sangue cristão derramado irrigava uma nova safra de crentes mais dispostos que a anterior, para desespero do diabo. Aquilo pra ele era um verdadeiro inferno. Escaldado com essas experiências negativas (ou seria melhor dizer positivas?), ele resolveu mudar de tática: descobriu que melhor que matar um crente fiel era deixá-lo vivo, mas tornando-o infiel. Com isso, o benefício seria duplo: enquanto a morte de um crente fiel produzia piedade em vários outros, a vida de um crente infiel (se é que isso existe!) traz vilipêndio ao nome de Jesus e desmoralização à sua igreja, que é o seu corpo”.


Triunfo ou triunfalismo?


“Portanto eu me comprazo nas fraquezas, nos insultos, nos constrangimentos, nas perseguições e nas angústias por Cristo! Pois quando sou fraco, então é que sou forte”. II Coríntios 12:10.
Que venham, pois, todos os desafios, constrangimentos, perseguições, insultos, angústias e fraquezas. Que apareçam em mim as marcas da cruz. Que minha alma fique triste a ponto de morrer. Para a glória do Senhor. E ai de quem disser que eu estou “fora da visão”.
Por um evangelho genuíno.

Deus nos Abençoe e tenha misericordia de todos.....

Um Abraço

pr. Edmundo




http://www.ipidocruzeiro.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=511&Itemid=34
http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/o-triunfalismo-cristao-e-de-deus-ou-do-diabo/

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

AS 3 ONDAS DO PENTECOSTALISMO! QUAIS SÃO???

O movimento surgiu praticamente dentro da Igreja metodista, cujo fundador é Jonh Wesley.
O Pentecostalismo chegou em 1910-1911, com a vinda de missionários originários da América do Norte: Louis Francescon, que dedicou seu trabalho entre as colônias italianas no Sul e Sudeste do Brasil, originando a Congregação Cristã no Brasil; Daniel Berg e Gunnar Vingren, que inciaram suas missões na Amazônia e Nordeste, dando origem às Assembléias de Deus.

O movimento pentecostal pode ser dividido em três ondas.

A primeira, chamada pentecostalismo clássico.
Conhecida tambem, como Pentecostalismo denominacional, iniciada na década de 1900 entre metodistas (arminianos e não bem doutrinados). Caracterizou-se pela criação de novas denominações Abrangeu o período de 1910 a 1950 e iniciou-se com sua implantação no país, decorrente da fundação da Congregação Cristã no Brasil e da Assembléia de Deus até sua difusão pelo território nacional. Desde o início, ambas as igrejas caracterizam-se pelo anticatolicismo, pela ênfase na crença no Espírito Santo, por um sectarismo radical e por um ascetismo que rejeita os valores do mundo e defende a plenitude da vida moral.
Em 1932 em Mossoró-RN iniciou-se a Igreja de Cristo no Brasil sendo a primeira igreja pentecostal brasileira e diferente das demais da época com ênfase na doutrina da perseverança dos salvos.

A segunda onda chamada pentecostalismo Neo-clássico.
Tambem conhecida como Renovação Carismática, inter ou adenominacional. Começou a surgir na década de 1950, quando chegaram a São Paulo dois missionários norte-americanos da International Church of The Foursquare Gospel. Na capital paulista, eles criaram a Cruzada Nacional de Evangelização e, centrados na cura divina, iniciaram a evangelização das massas, principalmente pelo rádio, contribuindo bastante para a expansão do pentecostalismo no Brasil. Em seguida, fundaram a Igreja do Evangelho Quadrangular. No seu rastro, surgiram O Brasil para Cristo, Igreja Pentecostal Deus é Amor, Casa da Bênção, Igreja Unida e diversas outras menores.

A terceira onda, chamada a neopentecostal.
Teve início na segunda metade dos anos 70. Fundadas por brasileiros, a Igreja Universal do Reino de Deus (Rio de Janeiro, 1977), a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra (Brasília, 1992) e a Renascer em Cristo (São Paulo, 1986) estão entre as principais. Utilizam intensamente a mídia eletrônica e aplicam técnicas de administração empresarial, com uso de marketing, planejamento estatístico, análise de resultados etc. Algumas delas pregam a Teologia da Prosperidade, e/ou por grosseiras aberrações usando algo FÍSICO que vem da superstição pagã e até do demonismo aberto (dentes de ouro; vômito / sopro / cola do Espírito; gargalhada de Toronto; latidos santos; água magnetizada; óleo de Israel; fogueira santa; amuletos, patuás e despachos; etc.). Tais teologia da prosperidade e grosseiras aberrações físicas comuns ao ocultismo são enfatizadas em mega-igrejas e mega-TELE-cultos (Hinn, Hagin, Macedo, Soares, Rodovalho, Milhomens, Castellano, etc.). A mensagem central é:“Faça/ dê/ use isto FÍSICO (que só NOSSA igreja pode lhe vender/ dar), depois ORDENE a Deus aos demônios e ao universo, e você vai instantânea e totalmente ter TUDO que quiser, quer seja na área financeira, profissional, de saúde, de casamento, espiritual, ou qualquer outra área.”

O neopentecostalismo constitui a vertente pentecostal mais influente e a que mais cresce. Também são mais liberais em questões de costumes.

Nessa onda vale tudo. O sincretismo é algo muito forte nessa onda. Nessa onda que se utiliza de ferramentas de comunicação e alcance em massa, tais como Televisão, Rádio, bandas musicais com projeção regional ou nacional...

Tomemos muito cuidado....... Jesus Cristo está voltando !!!
Um abraço em Cristo
Pr. Edmundo