terça-feira, 14 de abril de 2009

GUERRA ESPIRITUAL NA MENTE - PARTE 2


Na primeira parte desta mensagem , estudamos que nós somos os responsáveis por inclinar a nossa mente para as coisas da carne ou para as coisas do Espírito (Romanos 8:5-6). Vimos também que o ponto de partida para renovarmos nossa mente (Romanos 12:2) é começar a pensar como Jesus pensa. Isto somos nós que temos que fazer! É a nossa parte, e não a parte de Deus! Ele, através do Espírito Santo, nos dá a direção sempre. Porém, nós, de nosso livre arbítrio, temos que tomar a iniciativa de renovar nossa mente. Em Romanos 12:2, a Palavra não diz "e Deus transformará e renovará vossas mentes", mas diz "transformai-vos pela renovação da vossa mente". Quem tem que se transformar na mente somos nós!


Nesta segunda parte, veremos como Satanás se aproveita da situação e cria muralhas em volta de nossa mente. Veja o que a Palavra nos diz em 2 Coríntios 4:4:
"nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus."


Ao ler este versículo, ficam claras duas coisas:
1. O diabo (deus deste mundo com "d" minúsculo) tem poder para cegar as mentes (entendimentos)
2. Ele cega o entendimento dos incrédulos

Só que o diabo tem poder também para cegar até os já crentes em Cristo, não só os incrédulos! Se dermos tal legalidade em nossas mentes o diabo pode e vai agir para cegá-la. Creio que você já deve ter visto aqueles casarões com muros altíssimos na entrada. O muro não tem outro objetivo senão não permitir que se enxergue o que está dentro da propriedade. Seu campo de visão fica limitado ao muro, mas nunca avança para depois dele. É exatamente assim que o diabo faz com a mente das pessoas: constrói muralhas em volta dela e a pessoa passa a não enxergar nada além desta muralha.
Há pouco, falei sobre dar legalidade em nossas mentes para Satanás atacá-la. Como isto ocorre? Para começar, sejamos equilibrados e não vamos dar "super-poderes" ao diabo. Deus é onisciente, o diabo não é. Ou seja, Deus sabe nossos pensamentos, mas o diabo não. Só como exemplo, entre muitas outras citações, Jesus disse que Deus Pai sabe tudo o que precisamos já de antemão, em Mateus 6:32: "(Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso."
Então a grande pergunta é: como o diabo e seus demônios descobrem nossos pontos fracos na mente e nos ataca exatamente ali para nos enfraquecer, se ele não é onisciente? A coisa funciona mais ou menos assim: o diabo começa a buscar alguns padrões em nossos comportamentos de acordo com alguns estímulos. Estes estímulos são as setas que ele lança contra nós, por exemplo: uma angústia, uma tentação, um medo etc.
De acordo com a resposta obtida a este estímulo à nossa mente, ele descobre se aquele ponto em nós é fraco ou não. Um exemplo clássico: os demônios lançam uma seta de tentação a um homem crente, conhecedor da Palavra e casado: aparece uma moça bonita jogando todo charme a este homem, lá no seu ambiente de trabalho. Este homem tem basicamente duas alternativas: inclinar sua mente para se render ao charme da moça e cometer um adultério posteriormente, ou colocar em prática a orientação do Espírito Santo para resistir, ficar longe desta moça, pois afinal adúlterio é pecado e pode impedir que este homem entre no Reino de Deus (1 Coríntios 6:9 e Apocalipse 21:8). Veja que a decisão depende do livre arbítrio deste homem em sua mente. De acordo com a reação deste homem ao estímulo (seta) que o inimigo lança, o diabo sabe se continua atacando neste ponto da mente ou não. Agora o mais importante: O inimigo só terá uma resposta positiva se o homem permitir, ou seja, se ele dar legalidade ao inimigo para continuar. Satanás então descobre o ponto fraco e prende a mente deste homem com muralhas de adultério etc.
É uma espécie de "tentativa e erro" que o diabo faz até conseguir detectar os pontos fracos na mente de alguém. Só que Satanás mais acerta do que erra, porque ele é inteligente e sabe muito bem como detectar certos padrões nas mentes das pessoas que as estimulem a pecar.
Valnice Milhomens, em seu livro "Personalidades Restauradas"1, coloca uma ilustração muito interesante: podemos dizer que existem duas pessoas disputando nossa mente: uma está dentro de nós, que é o Espírito Santo. Outra é Satanás, que vem do lado de fora com suas setas. A Palavra também nos mostra que nós tomamos decisões para onde inclinamos nossa mente, em Efésios 2:3: "entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais."
Com tudo isto, concluímos que a nossa mente, além de ser a morada de nossa alma, é também o campo de batalha. Lembre-se que, se você é de Cristo, o inimigo não pode tocar seu espírito então ele tenta tocar no seu corpo físico e na sua mente.
Outra grande pergunta fica no ar: como então evitar que estas setas atinjam nossa mente? Em primeiro lugar, o inimigo não vai se cansar de lançar setas contra nós, que somos de Cristo. A posição da igreja é e deve sempre ser oferecer resistência a Satanás e seus demônios (Tiago 4:7). Mas para isto deve haver sujeição a Deus, inclusive na nossa mente. Tudo começa em Romanos 12:2 "E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."
Portanto, renovar nossa mente é preciso. A Palavra nos diz muito claramente em Marcos 12:30 que a nossa mente também deve amar a Deus: "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças."
O grande erro é que a maioria das pessoas acham que, ao se converterem a Cristo, suas mentes são imediatamente mudadas e nada mais precisa ser feito. Obviamente não é assim. Renovar a mente é um processo que pode durar muito ou pouco, dependendo de cada um. O Espírito Santo sempre nos ensinará a sujeição de nossa mente a Deus desde o momento em que somos feitos novas criaturas em Cristo. Só que muitos de nós simplesmente não aprendem, não enxergam ou não aceitam os ensinamentos do Espírito Santo e insistem em continuar a pensando, se comportando como antes. A mente ainda inclina para as coisas da carne.
O que ocorre muitas vezes é a passividade da mente. A pessoa se converte e acha que a mente agora não é mais do controle dela, mas de Deus. Querem ver um erro muito constante? A pessoa lê o que está em Romanos 8:37: "Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou."
E então ela diz: Já sou mais que vencedor, não preciso fazer mais nada agora. É um erro porque alguém já viu vitória sem antes a luta? Alguém só é vencedor de algo que lutou e venceu. O versículo não afirma que não precisamos mais lutar, mas que precisamos lutar, porque em Cristo, certamente a vitória será nossa.
Uma pessoa com mente passiva é o que o diabo precisa porque ele poderá manipulá-la e controlá-la como bem quiser. Vou mais além: por que será que, em exercícios de yoga ou similares, a pessoa precisa recitar um mantra para esvaziar a mente? Romanos 12:2 não nos diz para esvaziar ou pôr nossa mente em passividade, mas nos instrui a renová-la enchendo-a de Cristo! Em outras palavras, domínio próprio é pré-requisito para renovar nossa mente e alinhá-la com a mente de Cristo (1 Coríntios 2:16).
Outra chave bíblica está em 2 Coríntios 10:3-5: "Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo."
Aqui, Deus nos dá a instrução clara para libertar nossa mente do inimigo e prendê-la a Cristo. Nossas armas espirituais derrubam fortalezas inimigas, que são as muralhas em volta de nosso raciocínio. Que armas são estas? A Palavra de Deus, da qual deriva outras armas, como a oração e o louvor. Daqui concluímos que, quanto mais lemos e conhecemos a Palavra de Deus, mais oraremos e louvaremos com mais edificação e traremos o raciocínio (a mente) alinhada com a mente de Cristo.
A iniciativa parte de nós, como parte de nossa obediência ao Senhor. Deus nos quer por completo, e isto inclui nossa mente também. Um dia, o Senhor me pediu para consagrar toda minha mente, meu raciocínio a Ele e assim o fiz. Se você quer tomar a atitude de consagrar sua mente ao Senhor, para alinhar sua mente com a mente de Cristo, ore em voz alta o seguinte:
"Pai querido, em nome de Jesus venho na Tua presença. Senhor, sei que minha mente está sob o meu controle e quero Te pedir perdão pelas vezes que inclinei minha mente para as coisas da carne, mesmo sabendo dos Teus ensinamentos, os quais eu não atentei. O meu sincero desejo, Pai, é inclinar a minha mente para as coisas do Espírito. Então, quero agora consagrar toda minha mente e meus raciocínios a Ti, para que eu fique atento aos ensinamentos do Teu Santo Espírito e para que eu aja, não com passividade em minha mente, mas conforme meu livre arbítrio, de modo a alinhar minha mente com a mente de Cristo. Ajuda-me e ensina-me Senhor, a pensar do mesmo jeito que Jesus pensa e que isto reflita imediatamente no meu agir. Te peço e Te agradeço, em nome de Jesus Cristo."
A Paz do Senhor a todos!


Pr. Edmundo

terça-feira, 24 de março de 2009

GUERRA ESPIRITUAL NA MENTE – PARTE 01


A nossa mente é à base do nosso livre arbítrio. Deus, quando criou a cada um de nós, colocou o livre arbítrio, ou livre escolha. Até mesmo a decisão de aceitar ou não Jesus em nossas vidas como Senhor e Salvador depende de nós, não de Deus. Jesus nos diz, em Marcos 16:16, que a opção de crer ou não crer pertence a nós:
"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado."
Ou seja, ninguém é forçado a crer em nada. A iniciativa de crer tem que partir de cada ser humano. E assim é também no que se diz respeito a buscar a Deus e ter comunhão com Ele. Somos nós que exercemos o controle sobre nossa mente. Quando Jesus diz novamente os mandamentos de Deus, em Mateus 22:37, Ele especifica como devemos amar a Deus:
"Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento."
Se não exercêssemos controle sobre nossas mentes, não haveria necessidade de que Jesus especificasse que o amor deve também partir de nossa mente (entendimento). Muitos de nós acham que o controle de nossa mente pertence a Deus no momento em que são feitas novas criaturas (2 Coríntios 5:17) ao aceitarem Jesus. E aqui começam os problemas. Vejamos o que a Palavra nos diz em Romanos 12:2:
"E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."
No momento em que somos feitos novas criaturas, a recomendação do Espírito Santo de Deus é que renovemos nossas mentes. Isto significa que nossa mente deve estar alinhada com a mente de Cristo:
· 1 Coríntios 2:16 "Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo."
Ter a mente de Cristo não significa que tenhamos que parar de exercer o controle sobre nossas mentes, mas que temos que controlar nossas mentes de modo a pensarmos como Jesus pensa. Não é a toa que Paulo afirma que todas as coisas lhe eram lícitas, mas nem todas lhe convinham (1 Coríntios 6:12). Paulo sabia que ele tinha que controlar seu entendimento para não praticar atos que fossem contra o Evangelho e não deixava sua mente à mercê de Deus.
Satanás sabe muito bem que nós somos os responsáveis por exercer controle sobre nossas mentes. Por isto, ele tenta de todas as maneiras nos convencer do que não é lícito perante à Palavra. De que maneira ele faz isto?
Tudo que nós consideramos correto em nossas mentes é o que estamos convencidos a respeito. Se nos convencemos, ou somos convencidos de algo, este algo passa a ser parâmetro do que é lícito para nós. Em outras palavras, se nos convencemos de algo que é errado como se fosse certo, agiremos cometendo tal ato como se ele fosse correto. Citarei um exemplo de como Satanás convenceu alguém a pecar.
· Gênesis 3:1-6
"Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Disse a serpente ã mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu."
Deus havia dado ordem a Adão e Eva que não comessem o fruto da árvore que estava no meio do jardim. Obviamente Satanás queria fazer com que esta ordem fosse desobedecida. Então, tratou de convencer Eva de que se ela comesse do fruto, nada aconteceria de mal a ela. Satanás então persuadiu Eva e a convenceu. Finalmente ela comeu o fruto que não deveria, e deu a Adão, que ao ver Eva degustando de tal fruto, também dele comeu.
Satanás não controlou a mente de Adão e de Eva. Tentou até que conseguiu convencer, fazendo com que o homem e a mulher voluntariamente pensassem de maneira errada. Pensaram de maneira errada e pecaram!
Joyce Meyer1 afirma, em seu livro "Campo de Batalha da Mente", que nós somos aquilo que nós pensamos. Em Romanos 8:5-6,9 a Palavra afirma que inclinamos a fazer aquilo que nossa mente pensa:
"Pois os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz... Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele."
Portanto, podemos definir aqui dois tipos de mente:
· A mente carnal, ou natural
· A mente de Cristo
A nossa tarefa é deixar de pensar com a mente carnal e começar a pensar com a mente de Cristo. O versículo 9 de Romanos nos diz que "se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele". O versículo não diz Espírito Santo, mas sim Espírito de Cristo. Pensar com a mente de Cristo constitui uma poderosa arma contra Satanás e seus demônios.
Wissam Halawi2 nos diz, em seu livro "Revelações", qual é a diferença entre Espírito Santo e Espírito de Cristo. Enquanto o Espírito Santo lhe ensina a ter mais intimidade e comunhão com Deus Pai, o Espírito de Cristo esmaga a obra da nossa carne, e nos faz inclinar para as coisas de Deus.
Começar a pensar com a mente de Cristo não é um processo imediato. Esta nova maneira de pensar cresce em nós diariamente, em nossa comunhão com Deus Pai. Ao lermos a Palavra, é importante observarmos como Jesus reagia diante das mais variadas situações. Por exemplo, em Mateus 5:39, Jesus afirma o seguinte:
"Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;"
Jesus não diz para nos humilharmos perante às pessoas, mas para vencer o mal com o bem (Romanos 12:21). Este é o ponto de partida para começarmos a pensar com a mente de Cristo. Jesus também afirma em Lucas 6:45: "O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca."
Basicamente, diante de nossas situações cotidianas, a pergunta que fazemos a nós mesmos será: "Em meu lugar, o que faria Jesus?"
Este princípio nos ajudará na segunda parte desta mensagem, onde estudaremos como o inimigo assalta nossa mente, construindo muralhas ao redor dela, para tentar nos enfraquecer.


Que O Senhor Deus em Cristo Jesus

nos Abençoe.

Pr. Edmundo

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

DOMÍNIO DA LÍNGUA


"Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo. Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa. Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno. Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana; Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim. Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.
A apostasia nos últimos tempos. Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz."
Tg 3.2-18


Uma das áreas mais difíceis de dominar, mas de extrema necessidade para o crente, é a língua. Um órgão tão pequeno com tão grande poder. É como o leme de um grande navio, ou o freio que domina o cavalo.
O domínio próprio é parte do fruto do Espírito (Gl 5.22). Portanto, devemos buscar a capacidade do Espírito Santo para dominar a língua, com entendimento (Sl 32.9), pois o homem sem domínio próprio é como uma cidade sem muros, desprotegida (Pv 25.28). O que domina o seu espírito é melhor do que o que toma uma cidade (Pv 16.32).O crente maduro não é o que sabe falar tudo, mas o que sabe falar só o que convém, na hora certa.O religioso que não refrear a língua, a sua religião é vã (Tg 1.26). O crente cheio do Espírito Santo não é só o que fala em línguas, mas o que domina a sua língua!


A boca fala do que está cheio o coração
Aquilo que está no nosso coração transborda quando falamos e seremos julgados por nossas palavras (Mt 12.34-37)O que sai da boca (procedente do coração) é o que contamina o homem (Mt 15.11, 17-19).Quem habitará no tabernáculo de Deus, usa bem a língua (Sl 15.1-5).A boca nunca será controlada se a mente (coração) não for (Pv 4.23). Pense em coisas boas (Fp 4.8) e você falará delas.Muitos crentes só falam da vida alheia, da novela, do governo. Que será que está inundando seu coração? Será que o crente que medita dia e noite (Sl 1) na Palavra de Deus consegue falar desta maneira?


Devemos aprender a falar pouco
Quem fala muito, tem perturbações (Pv 13.3; 21.23). Sempre deixa escapar uma palavra que não gostaria, mas depois de lançada é como uma flecha atirada, não volta atrás.Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca. Não seria para falarmos muito menos do que ouvimos?
Devemos estar prontos para ouvir e tardio para falar (Tg 1.19,26). A palavra dita no tempo certo é preciosa (Pv 25.11). Não devemos precipitar-nos com a boca. Há o tempo de falar e de ficar calado (Ec 5.2; 3.1,7; Pv 29.20; 12.18; 10.19; 17.27). É melhor ficar calado do que falar tolice! Uma palavra só vale a pena ser dita, se ela for melhor que o silêncio.Temos muitos exemplos de homens que se precipitaram, como Jefté, que prometeu oferecer a Deus a primeira pessoa que viesse lhe receber em casa (Jz 11.30,31) e cabou tendo que oferecer a própria filha!


Devemos falar coisas boas
O crente precisa ser fonte de águas doces, que abençoa, que traz uma palavra de ânimo, que fala com sabedoria e amor. Todos vão querer ouvi-lo. Muita gente não quer ouvir os crentes pregando o evangelho, pois sua mensagem só traz condenação. Jesus veio para salvar, não para condenar. A mensagem do evangelho é uma boa nova.A sabedoria do Senhor: a minha língua falará coisas boas (Pv 8.6-8)A nossa palavra deve ser temperada, equilibrada (Cl 4.6). Palavra de edificação e que dê graça ao que ouve (Ef 4.29-32)Refreie sua língua do mal (1 Pe 3.8-11; Sl 34.12-14)Devemos evitar a mentira (Pv 12.22; 6.16,19; 11.9-13; Cl 3.8-10; Ap 21.27) e contenda. Nem por brincadeira devemos fazê-lo (Pv 26.18,19)Fofoca, contenda, difamação (1 Tm 3.11)Não intrometido (1 Pe 4.15; 1 Ts 4.11). Não mexeriqueiro (Lv 19.16; Pv 20.19) que vive fazendo fofoca. Isto é abominável aos olhos de Deus. Deus purificou a boca de Isaías antes de usá-lo (Is 6.7)


Devemos ter cuidado com o que dizemos
Há poder nas palavras – poder de vida e morte (Pv 18.21). As palavras causam impressão forte e com elas podemos estimular vida nas pessoas, encorajá-las, ou podemos semear morte, desencorajando-as, amaldiçoando-as e diminuindo seu valor.O que dizemos aos nossos filhos? “Esse menino não tem jeito!”, “Essa menina não muda nunca!”. Cuidado para não agirmos como a galinha que bica seus próprios ovos, destruindo sua futura prole, pois a única maneira de fazê-la para com isto é queimando o bico!
Declaramos problemas para nós? “Quanto mais oro, pior fica!”, “Vou acabar enlouquecendo!”, “Se continuar assim vou adoecer!”. Cuidado com o que dizemos, pois Deus nos ouve, como ouviu a Israel no deserto (Nm 14.2,28-32) e o inimigo procura meios de acusar-nos conforme nós falamos.


Sejamos profetas de Deus e não do diabo! Usemos nossa língua para edificar e não destruir!
Devemos falar com sabedoria e bom-senso (Pv 15.23; 25.11). Devemos confessar o que cremos (2 Co 4.13; Ez 37.1-4; Rm 10.9,10). Abençoe-se em Deus: declare a benção do Senhor sobre sua casa e sua família (Is 65.16-18). Acredite e confesse: a mulher hemorrágica, apesar das suas muitas dificuldades, acreditou e confessou que Jesus tinha benção para ela (Mc 5.28). Os crentes e o ministério devem ter palavra fiel, sem contradição (Mt 5.37; 1 Tm 3.8)


Devemos agradecer e não murmurar
Jesus ordenou: não murmureis (Jo 6.43). Aqueles que murmuraram são exemplos para nossa advertência (1 Co 10.9-11)Não devemos murmurar, mas agradecer pelo que Deus tem nos dado (1 Pe 2.1,2). A murmuração demonstra incredulidade e desonra a Deus.Devemos dar ao Senhor ações de graças e não murmuração (1 Ts 5.18; Ef 5.20; Fp 4.6; 2.14,15). Gratidão e não palavras torpes (Ef 5.3,4) Elias no zimbro murmurou (1 Rs 19.4,5). Tantas bênçãos e vitórias, mas ele só soube murmurar!Agradeça pelas pequenas coisas (Zc 4.10): o pão de cada dia, a saúde, o ar que respiramos, etc. Recebe o salário e diz: “a mixaria”, “a miséria”. Diga: “a minha abençoada renda”.


Não devemos julgar
Jesus nos advertiu: Não julgueis (Mt 7.1,2; Rm 2.1). Quando julgamos, nos colocamos na posição de juízes e acima daqueles a quem julgamos. Não faleis mal uns dos outros. Somos juízes ou cumpridores? (Tg 4.11) Tires o dedo que ameaça e não fale palavras vãs e o Senhor te abençoará (Is 58.9,13,14) Escândalos virão, mas devemos perdoar que é nossa obrigação (Lc 17.1-10).Existem duas palavras no grego que chamam nossa atenção: Diabolos (acusador) é usada para designar a obra do inimigo e Parakletos (ajudador) para falar da obra do Espírito Santo. Podemos fazer a obra do Espírito Santo, ajudando, encorajando, ou a do inimigo, apontando, acusando, julgando. É uma escolha pessoal.
Se tivermos dificuldades para dominar a língua, devemos orar como o salmista: “Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Sl 141.3).

Deus nos abençõe em Cristo Jesus

Pr. Edmundo

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

FOFOCAS, CALÚNIAS, DIFAMAÇÕES E MENTIRAS CONTRA OS SERVOS DE DEUS ESTÃO NA MODA!


“Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente.” 1 Pd 3:10


O sentimento maior que deve existir em nossa vida é o amor a Deus (“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” Mt 22.37). Quando O amamos verdadeiramente, somos constrangidos pelo Espírito Santo a uma vida de santidade e pureza, os frutos produzidos são dignos de honra e capaz de revelar ao próximo a comunhão que possuímos com o Eterno, nestas vidas está o prazer do Senhor; são abençoadas e bem-sucedidas, transbordante do poder de Deus, cheias de autoridade e capacitadas a pisarem sobre a cabeça do inimigo; são vitoriosas! De suas bocas procedem as palavras que edificam e abençoam.
Oh Senhor! Quão lamentável é enxergarmos dentro de muitas igrejas, que o amor já se apagou por completo nos corações; e, levados por toda sorte de desejos produzidos pela carne, tornaram-se frios e desprovidos de misericórdia, duros como a pedra. Com as palavras tocam no próximo promovendo a desarmonia. É o velho homem que renasce com muita força, repleto de antigos sentimentos que são comuns aos filhos das trevas. As conseqüências são as brechas abertas nos “muros” que protegem o povo de Deus, possibilitando a ação do inimigo. Nesta mensagem quero abordar quatro aspectos do uso inconseqüente da língua, são eles:
1-Fofoca; 2- Calunia; 3- Difamação e 4- Mentira.


Devemos fazer uma profunda reflexão sobre como temos usado a língua, a usamos para bem ou para o mal? Se o uso não é bênção, necessitamos rever o nosso proceder e nos empenharmos num processo de mudança, com o fim de moldar nosso agir, tomando a forma do Senhor Jesus e imitando-O. A santidade deve envolver todo o ser, inclusive o falar.


1 - Fofoca / Mexerico (intriga, bisbilhotice).
Quão lamentável, mas este mal está dentro das igrejas, numa freqüência muito maior do que imaginamos. É o “disse que me disse”, que tem levados muitos a servirem aos propósitos maléficos, verdadeiros instrumentos do diabo. Queridos irmãos, vigie o vosso falar, para que não incorram no erro e sejam considerados por todos como fofoqueiros e indignos de confiança. Não fale mal dos irmãos e ou dos líderes. Esta prática é condenada pelo Senhor em Sua palavra, veja os textos abaixo.

Lv 19:16 “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo teu próximo. Eu sou o SENHOR.”
Pv 11:13 “O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre.”
Pv 20:19 “O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios.”
1 Tm 6:20 “E tu... evitando os falatórios inúteis...”
2 Tm 2:16 “Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior...”
Tg 1.26 “Alguém está pensando que é religioso? Se não souber controlar a língua, a sua religião não vale nada, e ele está enganando a si mesmo.”

2 - Calúnia (Falsa imputação (a alguém) de um fato definido como crime. Mentira, falsidade, invenção.)

Meu Senhor! Infelizmente esta prática é relativamente comum dentro do arraial, frutificando a desarmonia e uma série de conseqüência, através das quais o corpo é enfraquecido e o inimigo exaltado. Povo de Deus é tempo de estarem vivendo em Espírito, e não permitam que as más ações encontrem terreno propício e finque raízes. Se tens alguma queixa contra outrem, seja espiritual e procure a pessoa, numa conversa franca e ungida resolva as pendências. Não permita que o diabo use da ocasião para afastá-lo da comunhão com o Eterno.
2Tm 3.1-3 “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas... desafeiçoados... caluniadores...”

Tt 3. 2 “Aconselhe que não falem mal de ninguém, mas que sejam calmos e pacíficos e tratem todos com educação.”

Sl 50. 20 “Estão sempre acusando os seus irmãos e espalhando calúnias a respeito deles.”


3- Difamar (Tirar a boa fama ou o crédito a; desacreditar publicamente; infamar, detrair; Imputar a (alguém) um fato concreto e circunstanciado, ofensivo de sua reputação, conquanto não definido como crime. Falar mal; detrair) O ato de difamar, lamentavelmente, é visível entre os crentes. A satisfação de muitos é observar a vida alheia e destacar os erros, é prazeroso para estes falar da vida do próximo. Falam do pastor, dos presbíteros, diáconos, dos irmãos mais simples, bem como, dos que são afortunados; falam também dos políticos, do patrão e muitos mais. Enfim, tudo é motivo para apontar e falar. Estes semeiam a discórdia entre irmãos e são dignos de condenação eterna. Irmão tens queixa contra o pastor? Converse com ele, em muitos casos o problema está numa má interpretação de alguma ação; haja assim para com todos os irmãos.

Pastores amados, não use o púlpito para tocar numa vida, se tens alguma queixa, sente-se com ela e converse como espirituais que devem ser.
2Tm 3.1-5 “Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.”
Tg 4.11 “Meus irmãos, não falem mal uns dos outros.”

1Pe 2.1 “Portanto, abandonem tudo o que é mau, toda mentira, fingimento, inveja e críticas injustas.”
Sl 101.5 “Destruirei aqueles que falam mal dos outros pelas costas...”
Pv 16:28 “O homem... difamador separa os maiores amigos.”


4 - Mentira (Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade) O velho pecado da mentira está muito atuante entre os aqueles que se professam crentes em Deus. O diabo tem plantado a idéia que é muito mais fácil falar inverdades, a fazer uso da palavra reta. A sociedade atual tem a mentira como uma necessidade no dia-a-dia, nós como servos jamais devemos compactuar com esta visão distorcida implantada pelo diabo. Nossa palavra deve ser sempre verdadeira, esta condição se aplica em todos os aspectos da vida; seja profissional, pessoal e ou religioso. Há um conceito errôneo que a mentira tem tamanho, mas, para o povo de Deus seja qual for o tamanho, constitui-se em pecado, passível, portanto de condenação. As advertências deixadas por Deus na Bíblia quanto a este pecado são claríssimas, portanto, injustificável o seu uso, veja:
Sl 34.13 “Então procurem não dizer coisas más e não contem mentiras.”

Sl 52:3 “Amas o mal antes que o bem; preferes mentir a falar retamente.”

Pv 14:5 “A testemunha verdadeira não mente, mas a falsa se desboca em mentiras.”

João 8:44 “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”

Ef 4:25 “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.”

1Pe 3.10 “Como dizem as Escrituras Sagradas: “Quem quiser gozar a vida e ter dias felizes não fale coisas más e não conte mentiras.”


Irmãos amados a finalidade desta mensagem não é acusar e tão pouco julgar, sim, um instrumento usado pelo Espírito Santo para falar a muitos corações que por inobservância dos preceitos bíblicos se deixa levar pelas coisas aparentes desta vida. Afinal, fomos resgatados das trevas para a luz, a fim de sermos servos puros e santos.


1Jo 3:8 “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.”
um abraço em Cristo Jesus
Pr. Edmundo

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A ORIGEM DO NATAL


Será o Natal realmente a celebração do nascimento de Jesus Cristo? Nasceu Jesus em 25 de dezembro? Será que os primeiros apóstolos que foram ensinados pessoalmente por Jesus, alguma vez celebraram o nascimento do “menino” Jesus? Será que eles o comemoravam no dia 25 de dezembro? Ou em qualquer outro dia? Se o Natal é uma das maiores festas da cristandade, por que será que os pagãos o celebram também? Você sabe? E os símbolos do natal, você conhece a origem deles? Do “Papai Noel”, da “Árvore”, das “Luzes”, das “Guirlandas”, da troca de “Presentes”? Vamos então aos fatos!

I – O SIGNIFICADO DE “NATAL”
A palavra “Natal” - tem a ver com nascimento, ou aniversário natalício, especialmente com o dia em que geralmente se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Este vocábulo não aparece na Bíblia, e também não foi utilizado pelos primeiros apóstolos. A “festa de Natal” não se inclui entre as festas bíblicas, e não foi instituída por Deus. Teve origem na Igreja Católica Romana a partir do século IV, e daí se expandiu ao protestantismo, e ao resto do mundo. As Enciclopédias de um modo geral contêm informações sobre a origem sob os títulos “natal” e “dia de natal”. Consulte, por exemplo: a) Enciclopédia Católica, edição inglesa; b) Enciclopédia Britânica, edição de 1946; c) Enciclopédia Americana, edição 1944. É fato que o Natal não foi observado pelos primeiros cristãos, durante os primeiros duzentos ou trezentos anos desta era.

II - A DATA DO NASCIMENTO DE JESUS
Com certeza, Jesus não nasceu em 25 de dezembro! Pelo exame da Palavra de Deus sabemos que Jesus não nasceu em dezembro! Lucas 2:8 diz: "Ora, havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam os seus rebanhos, durante as vigílias da noite.” Dezembro é tempo de inverno. Costuma chover e nevar na região da Palestina ( Confira na Bíblia em Cantares de Salomão 2:11 - Esdras 10:9-13 ). Conseqüentemente, os pastores não poderiam permanecer ao ar livre nos campos durante as vigílias da noite. Naquela região, as primeiras chuvas costumam chegar nos meses de outubro e novembro. Durante o inverno os pastores recolhem e guardam as ovelhas no aprisco... Eles só permanecem guardando as ovelhas ao ar livre durante o verão! Com certeza, o nosso Senhor não nasceu em 25 de dezembro, quando nenhum rebanho estava no campo! A data exata do nascimento de Jesus é inteiramente desconhecida. O mais plausível é que tenha sido no começo do outono - provavelmente em setembro, aproximadamente seis meses depois da Páscoa.

III - A ORIGEM DO 25 DE DEZEMBRO
Tem a ver com a festividade da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”… Essas festividades pagãs eram acompanhadas de bebedices e orgias… Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo, protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã a festividade pagã. Com a aprovação dada por Constantino para a guarda do domingo, dia em que os pagãos adoravam o Sol, e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico, proporcionou a esses pagãos do século IV, agora “convertidos” em massa ao “cristianismo” o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) de dia do nascimento do filho de Deus, assim foi que “o Natal” se enraizou no mundo ocidental! O Natal é, portanto, a mesma velha festividade pagã de adoração ao Sol. A única coisa que mudou foi o nome.

V - A ÁRVORE DE NATAL E OS PRESENTES
A origem da árvore de Natal vem da antiga Babilônia... Vem de Ninrode, neto de Cão, filho de Noé. Ninrode se afastou de Deus e enveredou-se pelo caminho da apostasia. Segundo se sabe, Ninrode era tão perverso que se teria se casado com a própria mãe, cujo nome era Semíramis! Após a sua morte, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida. E, todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. Entre os druidas, o carvalho era sagrado, entre os egípicios as palmeiras, em Roma era o Abeto, que era decorado com cerejas negras durante a Saturnália (Walsh Curiosities of popular customs, pág. 242). O deus escandinavo Odin era crido como um que dava presentes especiais na época de Natal a quem se aproximava do seu Abeto Sagrado. Esta é a verdadeira origem da “Árvore de Natal” e da prática de se dar “presentes”! Jeremias 10:2-4 - “Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações, pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova.”


V - O “PAPAI” NOEL E A PRÁTICA DE SE DAR PRESENTES ÀS ESCONDIDAS
O velho “Noel” não é tão bondoso e santo quanto muitos pensam! O nome “Papai Noel” é uma corruptela do nome “São Nicolau”, um bispo romano que viveu no século V. Na Enciclopédia Britânica, vol.19 páginas 648-649, 11ª edição inglesa, consta o seguinte: “São Nicolau, bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 6 de dezembro… A lenda de suas dádivas oferecidas as escondidas, de dotes, às três filhas de um cidadão empobrecido…” Daí teria surgido a prática de se dar presentes“as escondidas” no dia de São Nicolau (6 de dezembro). Mais tarde essa data fundiu-se com o “Dia de Natal” (25 de dezembro), passando a se adotar também no natal essa prática de se dar presentes “às escondidas”, como o fazia o Saint Klaus (o velho Noel!). Daí surgiu a tradição de se colocar os presentes às escondidas junto às árvores de natal!

VI - A COROA DE AZEVINHO OU GUIRLANDA
Às vezes conhecida por “coroa de Natal” ou “Guirlanda” são memoriais de consagração. Em grego é “stephano”, em latim “corona” - podem ser entendidas como:- enfeites, oferendas, ofertas para funerais, celebração memorial aos deuses, celebração memorial à vitalidade do mundo vegetal, celebração das vítimas que eram sacrificadas aos deuses pagãos, celebração nos esportes. Significam um “Adorno de Chamamento” e, conseqüentemente, são porta de entrada de deuses. Razão pela qual, em geral, se colocam as guirlandas nas portas, como sinal de boas vindas! A maior parte dos deuses pagãos do Egito aparecem sempre com a “guirlanda” na cabeça! A Bíblia não faz qualquer menção de uso de “guirlanda” no nascimento de Jesus. Só existe uma guirlanda na Bíblia, e esta foi feita por Roma para colocar na cabeça de Jesus no dia da sua morte. Esta guirlanda de espinhos é símbolo de escárnio!

VII - VELAS OU LUZES
O Uso de velas é um ritual pagão dedicado aos deuses ancestrais. A vela acendida está fazendo renascer o ritual dos solstícios, mantendo vivo o deus sol. Não tem nenhuma relação com o candelabro judaico (ou Menorah). Mais recentemente, em lugar das velas passou-se a adotar velas elétricas, velas à pilha, e, finalmente, as luzes - o sentido é o mesmo!

VIII – PRESÉPIO
O presépio é um altar a Baal, consagrado desde a antiga babilônia. É um estímulo à idolatria! Os adereços encontrados no chamado presépio são simbologias utilizadas na festa do deus sol. O Presépio estimula a veneração das imagens e alimenta a idolatria… Em Êxodo 20:1-6, lemos:- “Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.”; em I Cor 10:14-15 está escrito: “Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo.”. No Brasil a abertura da comemoração do Natal é feita com uma famosa “Missa do Galo”, a qual é celebrada sempre diante de um presépio, um "altar consagrado", cujas figuras estão relacionadas com a Babilônia, e não com a realidade do Evangelho.

CONCLUSÃO

Qual deve ser o nosso procedimento, agora que descobrimos a verdade quanto às origens pagãs inseridas nas comemorações do natal?
1 – Nos libertarmos das simbologias e práticas associadas aos ídolos pagãos. “… e não vos associeis às obras infrutuosas das trevas, antes, porém, condenai-as;” - Efésios 5:11 - “Se de todo o vosso coração voltais para o Senhor, lançai do meio de vós os deuses estranhos e as astarotes, preparai o vosso coração para com o Senhor, e servi a ele só;” – I Samuel 7:32 - Instruirmos nossos filhos e discípulos: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” João 8:32; “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2): Jesus disse: “Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem.” (Mateus 15:9); Além disso, Jesus disse: “E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus.” (Mateus 15:6).

3 - Resistirmos ao espírito satânico do consumismo no Natal.

4 - Não é errado desejar um feliz Ano Novo para alguém, porém agora que sabemos da origem pagã dos símbolos e práticas do natal, não se mostra adequado desejar tão somente: “Feliz Natal”, sobretudo ao não cristão! Seria mais conveniente se disséssemos algo mais ou menos assim: "Que o Senhor Jesus Cristo te abençoe nestes dias..."; ou "Desejo bênçãos abundantes do Senhor sobre a sua vida neste natal."; ou ainda: "Que Jesus Cristo encontre hospedagem no seu coração e possa nascer na sua vida neste natal".


Expurgadas das nossas vidas, e das nossas celebrações, os símbolos e práticas pagãs, penso que, a exemplo da chamada "semana santa" em que as Igrejas sempre souberam aproveitar bem para evangelizar, podemos e devemos aproveitar a semana natalina para realizar cultos evangelísticos genuinamente cristãos, e anunciar ao mundo o verdadeiro sentido do natal, que poderá até começar com a manjedoura, mas deverá incluir sempre a história da cruz!


Natal sem a cruz não é o verdadeiro natal de Jesus!


Não há mandamento ou instrução alguma na Bíblia para se celebrar o nascimento de Cristo! Somos orientados sim a lembrar da sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida (I Cor. 11:24-26; Jo. 13:14-17).


Deus nos conceda um Natal verdadeiro cheios da graça e do entendimento deste significado para as nossas vidas, não de forma religiosa ou comercial ou mundamistica, levada pelo momento e pela emoção carnal, mas pelo seu sentido de existencia e pernanencia em nossa vidas.


Deus Nos abençoe.

Pr. Edmundo

terça-feira, 11 de novembro de 2008

DOMINANDO O MUNDO INTERIOR


MUITOS DE NÓS CONQUISTAMOS MUITOS TÍTULOS, TROFÉUS, E MEDALHAS. FOMOS CAPAZES DE ASSIMILAR IDÉIAS, DEFENDER TESES E DEBATER QUESTÕES POLÊMICAS DA NOSSA SOCIEDADE. PORÉM, EM UM DADO MOMENTO, DESCOBRIMOS QUE DESCONHECEMOS A NOSSA ALMA, O NOSSO MUNDO INTERIOR.


Nos tornamos gigantes na ciência do conhecimento dos outros, mas frágeis e pequenos em nossas emoções, desconhecendo a nossa própria capacidade e inteligência, ignorando o nosso potencial humano e espiritual. Deus nos criou à Sua imagem e semelhança, e nos capacitou com uma inteligência privilegiada.


Conhecer a nós mesmos significa dedicar tempo para cumprir o mandamento de Deus que nos diz: “Ame ao próximo como a ti mesmo” (Lv 19:18). Com isso entendemos que precisamos percorrer territórios pouco explorados por nós: O AMOR.
Quando amamos, derramamos lágrimas de alegria, nos emocionamos, nos tornamos sensíveis. A sensibilidade nos leva a Deus, o Criador de todas as coisas. Muitos procuram a felicidade em todo o universo, através de seitas, religiões e crendices, mas se esquecem de olhar para si mesmos e ver o Autor da Vida, Jesus. Nós fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, e Ele em nós, nos faz completos.
Procuramos a felicidade e sonhamos em viver dias felizes, mas a maior miséria humana esta no solo da emoção. Como diz Cury: “O sentido da vida se encontra num mercado onde não se usa dinheiro”. É nas coisas simples que estão a maior beleza.

Você poderia se perguntar porque muitas pessoas buscaram a felicidade e falharam? Porque quiseram o perfume suave das flores, porém elas não quiseram sujar as suas mãos para cultivá-las. Como ,então, podemos dominar a nossa emoção? Vejamos:


1. PRECISAMOS EDUCAR AS NOSSAS EMOÇÕES PARA SER FELIZ
- APRENDA A SUPERAR AS PERDAS E FRUSTRAÇÕES.
- NÃO SE AFUNDE NO PROBLEMA, MAS VENÇA, POIS SEM SONHOS, A VIDA NÃO TEM BRILHO;
- SEM METAS, OS SONHOS NÃO TEM ALICERCES FIRMES;
- SEM PRIORIDADES OS SONHOS NÃO SE TORNAM REALIDADE E A VIDA NÃO TEM BRILHO.
- PRECISAMOS TENTAR, PORQUE É MELHOR ERRAR TENTANDO, DO QUE SE OMITIR E NUNCA TENTAR.
- SE VOCÊ NÃO SATURAR A SUA EMOÇÃO COM OS SEUS SONHOS E PROJETOS, VOCÊ NÃO TERÁ PERSEVERANÇA PARA EXECUTÁ-LOS (TG 1:2-4).


2. Sem diálogo ficamos isolados em nossas emoções.
- Essa é a ferramenta que está morrendo em nossa sociedade. Ela é muito eficaz mas esta sendo pouco usada por nós. Dialogar é colocar para fora, expor os nossos sentimentos. É o tempo de darmos a nós mesmos uma chance de melhorar.
- Decida ser alegre, seguro e feliz, tenha novas experiências.
- Crie novas oportunidades, saia do isolamento.
–Dê testemunho das grandezas de Deus em sua vida (Is 50:4; Sl 119:140)


3. Precisamos dar valor para a vida.
- A saúde das nossas emoções está no amor pela vida.
- As preocupações nos sufocam e nos atolamos com atividades e não conseguimos ver além das dificuldades, pois o cansaço nos cega.
- Precisamos aprender a ter um tempo com a natureza para contemplar a criação de Deus, sentir o ar que respiramos, o vento, brincar com os filhos.
–Trabalho, sempre teremos, então, saia um pouco da rotina e viva mais a vida com quem você ama (Mt 6:28-33).


4. Superar os complexos de inferioridade e superioridade.
- SAIBA QUE VOCÊ É UMA PESSOA SINGULAR E QUE A BELEZA ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM VÊ.
- NÃO SE SINTA DIMINUÍDO OU INCAPAZ, TAMBÉM, NÃO SE ACHE SABEDOR DE TUDO, POIS TODOS NÓS TEMOS EXPERIÊNCIAS PARA COMPARTILHAR UNS COM OS OUTROS (TG 2:9).
- SEJA UM ETERNO APRENDIZ NA ESCOLA DA VIDA, SAIBA RECEBER E DAR, SAIBA PERDOAR, O PERDÃO NOS TIRA DO CÁRCERE DAS NOSSAS EMOÇÕES E NOS LIBERA PARA NOVAS EXPERIÊNCIAS.
- EXISTEM PESSOAS QUE NÃO SE PERDOAM E VIVEM SE CULPANDO, SEU CONCEITO DE SI MESMO É BAIXO E NÃO CONSEGUE VENCER, POIS ISSO LHE PRENDE A ALMA.
–Seja liberto e ande na luz da Palavra.


5. Proteja suas emoções.
- NÃO ACEITE PALAVRAS AGRESSIVAS.
- FILTRE AS INCOMPREENSÕES.
- NÃO FAÇA DAS SUAS EMOÇÕES UMA LATA DE LIXO SOCIAL, SAIBA OUVIR E RETER O QUE É BOM.
- ESTEJA SEMPRE CERTO QUE SE VOCÊ TIVER ALGUM INSUCESSO SEMPRE EXISTIRÁ UMA SAÍDA QUE VOCÊ PODE NÃO ESTAR ENXERGANDO.
–Então, areje suas emoções.
–Será que você não se auto-abandonou? Nunca desista da vida. O maior carrasco do homem é o próprio homem (Tg 3:10).


6. Aprenda a expor e não impor as suas idéias.
- TREINE SER LÚCIDO, EFICIENTE E TRABALHE EM EQUIPE.
- MUITOS TÊM MEDO DE ERRAR E IMPÕE REGRAS E NORMAS. NÃO TENHA MEDO, POIS ELE SEMPRE AUMENTA E DISTORCE A REALIDADE.
- SEJA UM LÍDER SEGURO CONSIGO MESMO E VENÇA A SUA MENTE, QUE DIZ QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE.
- SAIBA QUE TODOS NÓS TEMOS IDÉIAS BOAS E QUE TODOS NÓS OLHAMOS DE FORMA DIFERENTE AS COISAS.
- Não tenha medo de falhar, nem de reconhecer quando falha, não tenha medo de reavaliar a sua vida, não esqueça de sempre dar mais uma chance a si mesmo.


7. Não desista.
- Persiga seus sonhos, creia que você é vencedor, acredite nos seus sonhos, não desista de lutar.
- Deus te ama e vai fazer de você um líder de excelência.
- Creia ainda que pareça difícil.
- Ponha a Palavra a prova (Ml 3:10; Ef 6:18; Hb 10:36).


Que Deus nos abenço
Pr. Edmundo

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

VOCACIONALIDADE MISSIONÁRIA, ONDE ESTÁ?

I. Cada Cristão um Missionário?

A doutrina do sacerdócio universal dos crentes ocupa um lugar muito especial. Imbuído de tal convicção, ninguém titubearia em afirma que cada cristão é um missionário. A colocação em forma interrogativa, é antes de tudo , uma pretensão de negar uma verdade por todos aceita, reflete um sentimento de frustração ao reconhecer a enorme distancia de que existe entre a nossa doutrina e anos realidade.
Há algum tempo, ouve-se uma historia muito interessante. Um missionário evangélico norte-americano regressava ao seu país para o gozo de suas férias. No avião onde viajava encontrava um passageiro de boa aparência. Ao dar inicio a um diálogo com aquele homem, o nosso missionário descobre que o homem é também, um missionário. Só que não era evangélico; tratava-se de um missionário muçulmano. No meio da conversa, o missionário evangélico faz uma pergunta ao missionário muçulmano: “amigo, ao que vocês atribuem o crescimento tão rápido do islamismo nos últimos anos?” A resposta foi: “Ao fato de que cada seguidor de Maomé se considera um missionário...” O islamismo está usando a melhor estratégia do mundo – a utilização dos leigos.
O cristianismo primitivo conseguiu inocular nos crentes de então esse “espírito missionário”. A pior tragédia para o avanço do cristianismo moderno tem sido a enorme diferencia que fazemos entre os missionários “profissionais” e os “espontâneos”.
Temos considerado o alcance evangelistico do que poderíamos chamar (...) “propagandista cristãos profissionais”, mas pelo contrario, não duvidando sem crer que a grande missão do cristianismo foi realizada, na realidade e levada a cabo por missionários improvisados (...) sempre tem sido assim. Os próprios discípulos , significativamente, eram leigos, privados de toda a preparação teologia ou retórica forma. Desde o seu inicio, desde o seu começo, o cristianismo foi um movimento leigo, e assim continuou sendo por um longo tempo. Em um sentido, os apóstolos se fizeram inevitavelmente “profissionais”. Porém em época tão precoce como a descrita em atos cap. 8, encontramos que já não são apóstolos senão missionários “amadores”(...) os que levaram consigo o evangelho onde iam.
O maior desafio para o cristianismo de nossa época eminentemente escatológico consiste na correção da distorção produzida pela dicotomia Missionário x Leigo. Quando o lema cada cristão , um missionário deixa de ser uma frase habitual para converte-se a realidade, o cristianismo moderno poderá experimenta de novo o assombroso crescimento que caracterizou a igreja primitiva.
“E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos. E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto. E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão. Mas dos que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra”. At 8.1-4


II. O Dom de Missionário

Todos os crentes têm o dever de ser um missionário enquanto estam indo a diferentes lugares por exercícios de suas funções normais ou de sua profissão, no entanto, têm os missionários que querem ir a lugares específicos em obediência ao chamado que Deus lhes fez.
O dom (dádiva de Deus concedida aos homens) de missionário é um dom ministerial (1 Co 12.28,29 “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura, são todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? São todos operadores de milagres?” Ef 4.11 “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores”. O dom de missionário corresponde ao dom de apostolo. No N.T., o apostolo significa “delegado, enviado, mensageiro ou missionário”. O seu significa literal deve ser: “aquele que é enviado par longe”.

- Temos três sentidos diferentes de apóstolos no N.T.:
(1) Num sentido geral , chamado a todos os crentes como apóstolos ou enviados! De Cristo (Jo 17.18 “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo”. 20.21 “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós”.);
(2) Em um sentido particular, para designar os apóstolos de uma igreja que são enviados a outras igrejas com as incumbências especiais (2 Co 8.23 “Quanto a Tito, é meu companheiro e cooperador para convosco; quanto a nossos irmãos, são embaixadores das igrejas e glória de Cristo”. Fp 2.25 “Julguei, contudo, necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nos combates, e vosso enviado para prover às minhas necessidades”.);
(3) Referindo-se propriamente aos doze apóstolos que Jesus escolheu. Eles eram diferentes porque haviam sido testemunhas oculares do Jesus Vivo (Lc 6.12,13 “E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos”.).

Define-se assim o dom: “É a capacidade que Deus concede ou dá a certos membros do corpo de Cristo permitindo-lhes assumir e exercer liderança sobre a igreja, com uma autoridade extraordinária em assuntos espirituais, que é reconhecida e apreciada por esta igreja”.
A vocação (ato de chamar – aptidão [capacidade] natural) missionária é uma chamada especifica de Deus para servi a um propósito soberano. É uma relação entre Deus, isto é, aquele que chama, e o individuo chamado, separado para o uso exclusivo do Seu Senhor Deus para realizar uma missão.

- Chamado e Compromisso Missionário:
(a) O chamado tem como características:
Especialidade. Qual seja: tarefa, local, povo. Ex. Jonas, Pedro (At 10.19-22);
Finalidade. Abraão (Gn 12.1-3), Felipe (Jo 1.23);
Determinação do fazer. (tarefa)
(b) Todo chamado ou convocado tem seus fundamentos em At. 13.2.
“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”.
(c) Analisado estes fundamentos veremos que:
A escolha e o envio de missionários é uma obra exclusiva do Espírito Santo;
O Espírito Santo sabe qual é, e onde está a necessidade;
O Espírito Santo supre a necessidade de Deus (capacitação e carisma) do missionário;
O Espírito Santo age através da igreja ou comunidade de cristãos que deve equipar e enviar o missionário;
O missionário deve esta envolvida com uma igreja local, para não agir independentemente e sem apoio. Se a igreja não tem visão e experiência missionária, talvez deva se ligara a uma unidade ou agencia de missões.


III. A Importância de uma Experiência de Chamada Missionária.

Somente uma firme convicção de uma chamada missionária poderá fazer com que um homem e sua família permaneçam no campo ainda quando assaltados pelas mais tormentosas provações. Há uma transparência e franqueza de Deus para com aqueles aos quais é chamado ao seu serviço.
Os sofrimentos e as dificuldades são partes do ministério cristão. Muito ficam assustados e decepcionados com Deus quando são acossados pelo fogo da provação . Estas atitudes, além de revelar imaturidade cristã, refletem uma completa ignorância dos ensinos bíblicos.
O apostolo Paulo é um exemplo para todos os missionários de todos os tempos (2 Co 4.8,9; 6.3-10). Por causa da perseguição, teve que suportar as mais duras aflições e perseguições.
Quando uma pessoa manifestas possuir uma chamada missionária é muito saudável, que a sua convicção possa ser respaldada por outros elementos importantes, quais sejam:
a) O testemunho de sua própria vida;
b) O testemunho de outros que o conheçam de perto e profundamente;
c) O testemunho de usa experiência de chamada.

Não podemos negar que outros interesses possam interpor-se no caminho de uma pessoa com desejo de servir a Cristo na obra missionária: desejo de ser conhecido pela denominação, ambição de uma melhor condição socioeconômica e até desejo de conhecer outros paises.
Temos que discernir realmente qual é a intenção verdadeira do nosso coração.


IV. A Necessidade De Uma Adequada Preparação Para O Exercício Da Vocação Missionária.

1. A igreja oferecendo preparo espiritual. A necessidade de uma boa preparação do candidato enquanto se encontra na sua igreja. A igreja deve ser dinâmica e espiritual, e que realmente posa contribuir para a edificação do candidato. Qual será o papel da igreja de Cristo?
a) Reconhecer a chamada e selecionar os candidatos. Ninguém melhor do que a igreja local para reconhecer e identificar uma pessoa chamada para a obra de missões. A igreja vê o fruto e identifica o dom, porque está convivendo e trabalhando com a pessoa.

2. A igreja oferecendo preparo intelectual. Um bom estudo sobre as condições intelectuais (conhecimentos seculares) do obreiro deve ser realizado.
a) A igreja treina o candidato. Cada igreja deveria ter o seu próprio treinamento a missões. Ninguém melhor do que o pastor, se é um pastor que produz fruto, par ao treinar, orientar e praticar junto com o candidato a obra de missões (At 16.1-3). Portanto , o melhor treinamento surge da igreja local, que deve estar atenta a sua enorme responsabilidade perante seus membros, pois se ela é o modelo que o futuro missionário irá reproduzir no campo, precisa cuidar para que seja biblicamente estruturado, responsável, espiritualmente amadurecido e produtivo.
b) A igreja envia missionário. Já vimos biblicamente, que é sua responsabilidade. Ela poderá fazê-lo diretamente ou usar uma Junta ou agencia Missionária, mas não poderá esquecer que a responsabilidade é sua e aumenta mais.
c) A igreja cuida do missionário. Qualquer problema do missionário no campo deva ser encarado como problema da igreja local. É importante que ela saiba das despesas financeiras, que são muitas, conhecer as dificuldades lingüísticas; enfermidades, adaptação cultural, etc.

3. Necessidade de preparo teológico. Lamentavelmente, muitos crentes estão equivocados quando utilizam a afirmação “quando o Espírito Santo chama a uma pessoa, Ele também dá capacidade” para eximir-se da responsabilidade de buscar um preparo acadêmico teológico. Parece com um grande pensamento que na casa de um missionário: “Deus abençoa esta cozinha, mas não lava os pratos”.

4. Necessidade de um preparo transcultural. “Muitos missionários têm fracassados no campo;. Por não terem recebido preparo, têm fracassado. Para enfrentar as dificuldades de adaptação a uma outra cultura” – afirma o Pr. Edison – “é necessário um bom treinamento. Se uma pessoa enfrenta outra cultura sem o devido preparo, poderá cometer erros quase irreparáveis no futuro, não produz fruto ou não se adapta à cultura , tendo de volta a base”.

5. Necessidade de um preparo lingüístico. O idioma será o principal instrumento de trabalho de um missionário. Se ele não pode se comunicar satisfatoriamente, não poderá alcançar os seus objetivos. Um verdadeiro missionário busca todos os dias os meios para comunicar-se com o povo com o qual trabalho de uma maneira digna e decente.

6. Necessidade de um preparo prático. A igreja deve fornecer oportunidades para que o futuro missionário possa receber treinamento prático no próprio ministério da igreja local e na sua base missionária. É importante que o candidato faça um estagio, inicialmente um novo trabalho num bairro ajudando uma congregação , trabalhando no ministério local, a fim de que produza fruto e seja reconhecido pela igreja como alguém chamado por Deus para a obra. Se uma pessoa não produz fruto no seu bairro, no seu estado, no seu país, não vai produzir–lo em outros lugares também. Este estágio deve ser supervisionado e avaliado pela própria igreja, antes de está sendo recomendado ao campo missionário.

7. Necessidade de um preparo psicológico. Já dizia Sócrates, o sábio filosofo: “conhece-te a ti mesmo”. Em alguns casos, o missionário deixa o seu bairro, seu estado, seu país e vai para o campo sem haver antes solucionado algumas crises e conflitos internos. Uma boa condição psicológica é fato fundamental para alcançar o êxito na obra de Deus. Esta “boa condição psicológica” deve ser examinada não apenas na pessoa do missionário, mas também na família dele.

8. Necessidade de uma boa condição física. Sem uma boa condição física, como resultado de um bom estado de saúde, um obreiro não deve ser enviado ao campo, especialmente se o lugar para onde ele vai se enviado não oferece as condições mínimas e adequadas para o cuidado de sua saúde.
Na experiência do grande missiólogo Dr. Oswald Smith , a sua saúde não lhe permitiu ser enviado ao campo de missões por nenhuma agência missionária. Diante da impossibilidade de servi ao Senhor Jesus nos campos de missões, ele ficou na retaguarda, comprometendo-se com Deus em levantar uma igreja que funcionasse como uma perfeita agência missionária. Faleceu aos 96 anos de idade,deixando estabelecida em Toronto, Canadá, uma pujante igreja missionária que sustenta, ao redor do mundo, mais de 400 missionários transculturais.


Conclusão.

Estejamos prontos para cumpri a nossa vocação e missão, do qual Cristo deixou para a sua igreja cumprir, pois Ele conta conosco nesta empreitada, no cumprimento do nosso dever e do amor que foi derramado por ele na cruz em nossos corações.
Deus nos abençoe!!!

Do Vosso Irmão

Pr. Edmundo